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Mulher suspeita de dar o ‘golpe da casa própria’ é presa em Ribeirão Preto

Edvânia Cristina da Silva exigia depósito para liberar o financimento, sacava o dinheiro e desaparecia
golpe da casa própria
Edvânia Cristina da Silva exigia depósito para liberar o financimento, sacava o dinheiro e desaparecia

Edvânia Cristina da Silva exigia depósito para liberar o financimento, sacava o dinheiro e desaparecia

Uma mulher foi presa em Ribeirão Preto sob suspeita de aplicar golpes em pessoas que buscavam adquirir a casa própria. Segundo a Polícia Civil, a suspeita se apresentava como corretora de imóveis e prometia a liberação de financiamentos pela Caixa Econômica Federal mediante o pagamento antecipado de valores.

Prisão e Defesa da Suspeita

Edwânia Cristina da Silva, de 39 anos, foi detida em sua residência após uma das vítimas formalizar a denúncia, relatando o depósito de R$ 35 mil em sua conta. O advogado de defesa, Luiz Gustavo de Souza Rocha, nega as acusações, alegando que sua cliente também era vítima de uma terceira pessoa para quem prestava serviços. Segundo o advogado, Edwânia apenas trabalhava para essa pessoa que fazia promessas de financiamento, e que, assim como as vítimas, ela também foi enganada com promessas de salário e outros benefícios em troca do trabalho. Além de Edwânia, três outros suspeitos foram identificados como membros da quadrilha e estão sendo procurados pelas autoridades.

Investigação e Possíveis Vítimas

O delegado Ricardo Turra, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), informou que cerca de 100 pessoas podem ter sido vítimas do golpe na cidade. A investigação aponta que a suspeita fraudava documentos para obter a aprovação de crédito junto à instituição bancária de forma ilícita. A polícia busca atrásra aprofundar a investigação, localizar os demais integrantes da quadrilha e solicitar suas prisões.

O Modus Operandi do Golpe

A prisão de Edwânia ocorreu após a denúncia de um homem que preferiu não se identificar. Ele relatou que o grupo solicitou um depósito de R$ 35 mil na conta de Edwânia como garantia pelo serviço. A suspeita se apresentou como corretora de imóveis, utilizando o nome de Madalena, e afirmava trabalhar em um escritório credenciado à Caixa Econômica Federal. De acordo com o advogado da vítima, Daniel Rond, a quadrilha também aplicava golpes em pessoas interessadas em vender imóveis, prometendo facilitar a negociação. A suspeita se aproveitava da boa-fé tanto de vendedores quanto de compradores, agindo como intermediária e solicitando depósitos em sua conta ou em contas de terceiros sob seu comando, fazendo com que o dinheiro desaparecesse.

Ontem à tarde, outras vítimas compareceram à DIG para realizar o reconhecimento da suspeita, gerando inclusive um princípio de tumulto. O delegado Ricardo Turra relatou que um homem declarou em depoimento ter depositado R$ 20 mil na conta de Edwânia e entregue mais R$ 10 mil em dinheiro a outra mulher. O delegado ressaltou que as vítimas dificilmente conseguirão recuperar os valores depositados, uma vez que os suspeitos sacavam as quantias no mesmo dia dos depósitos. A Polícia Civil informou que a Caixa Econômica Federal não possui qualquer envolvimento com o caso e não está sendo investigada.

A investigação prossegue para identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los pelos crimes cometidos.

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