Vítima foi levada a UPA do Jardim Aeroporto e aguarda vaga na Santa Casa da cidade desde sábado (18)
Franca amanheceu com mais um caso de violência contra a população LGBTQIA+. No final de semana, durante um baile funk no Parque Universitário, uma mulher trans de 20 anos foi brutalmente agredida por um homem. A vítima, que teve dentes quebrados e outros ferimentos graves, encontra-se na UPA do Jardim Aeroporto aguardando por uma vaga na Santa Casa para cirurgia facial.
Agressão e omissão
O caso chama atenção não só pela violência da agressão, mas também pela omissão na hora do registro da ocorrência. Segundo informações, o boletim de ocorrência não foi registrado e a Polícia Militar não compareceu à UPA para tomar o depoimento da vítima. Eduardo Valentim, diretor do coletivo Arco-íris de Franca, afirma que esse tipo de situação é recorrente, devido à falta de preparo de agentes públicos para lidar com casos de violência contra a comunidade LGBTQIA+. A dificuldade em registrar ocorrência e a falta de acolhimento demonstram a urgência de políticas públicas afirmativas para essa população.
A luta por justiça e a vitória do Franca Basquete
Enquanto a vítima luta pela sua recuperação física e por justiça, a cidade de Franca também comemora a vitória do Franca Basquete. Com mais uma vitória, o time está próximo de igualar o recorde de 25 vitórias consecutivas na Liga Nacional de Basquete (NBB). Cinco jogadores do Franca Basquete foram convocados para a seleção brasileira, que disputará jogos importantes contra os Estados Unidos, com chances de garantir vaga no Mundial do próximo ano.
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A cidade vive, portanto, momentos contrastantes: a violência contra uma mulher trans e a alegria da vitória esportiva. A agressão sofrida pela jovem demonstra a necessidade urgente de políticas públicas de proteção à população LGBTQIA+, enquanto o sucesso do Franca Basquete inspira orgulho e esperança. A cidade precisa se mobilizar para combater a violência e garantir a segurança e o respeito a todos os seus cidadãos.



