Problema de aceitação da imagem física, pode piorar no inverno; psicóloga Sarah Camargo, explica como surge e as consequências
A distorção de imagem, um problema que afeta principalmente mulheres e jovens, consiste em enxergar-se mais gorda ou magra do que se é na realidade, ou ainda, encontrar defeitos físicos inexistentes. No inverno, esse problema pode se agravar.
Fatores que Contribuem para a Distorção de Imagem
A psicóloga Sara Camargo Silveira explica que a distorção de imagem costuma surgir na juventude ou início da vida adulta, períodos de grandes transformações físicas e de construção da identidade. As mudanças rápidas e a intensa relação com o corpo nesse momento contribuem para o desenvolvimento do problema. Existem diversas categorias, como a anorexia (enxergar-se mais gorda do que se é) e a vigorexia (enxergar-se mais magra do que se é). O sofrimento é o principal indicador desses transtornos.
Tratamento e Importância da Realidade
O tratamento para a distorção de imagem é multidisciplinar, envolvendo psicoterapia e apoio médico. O objetivo é integrar a visão distorcida da pessoa com a realidade, sem invalidar sua experiência. É crucial que o apoio externo ajude a pessoa a questionar a origem da distorção, sem julgamentos, mas com o intuito de promover uma autopercepção mais saudável.
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Influência das Roupas no Inverno
As roupas de inverno podem influenciar na distorção de imagem, servindo como um indicativo da percepção corporal. Em cidades com climas mais frios, o uso de roupas mais pesadas pode levar a pessoa a questionar mudanças no corpo, como um ganho de peso. Entretanto, as roupas também podem ser usadas como instrumento de autocrítica, reforçando a distorção e o sentimento de inadequação.
Em suma, a distorção de imagem é uma realidade complexa que exige atenção e tratamento adequado. A compreensão do problema, aliada a um suporte multidisciplinar, é fundamental para auxiliar as pessoas a construírem uma relação mais saudável com o próprio corpo.



