Colunista fala sobre pesquisa que revelou os traços das executivas brasileiras na coluna ‘Carreiras e Lideranças’
Mulheres Executivas Brasileiras e os Desafios da Liderança
Uma pesquisa da KPMG com quase 700 mulheres executivas brasileiras revelou dados importantes sobre a percepção delas em relação a diversos temas relevantes no mundo corporativo. A pesquisa destaca a grande atenção dada por essas mulheres a questões de governança, diversidade e cibersegurança, além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a importância da comunicação em canais virtuais.
Preconceito e a Busca por Equilíbrio
Um dado preocupante apontado pela pesquisa é que 68% das executivas brasileiras relataram ter sofrido algum tipo de preconceito. Apesar disso, 43% acreditam que as medidas de combate à discriminação são eficazes. A pesquisa também indica que as mulheres brasileiras sentem-se mais pressionadas do que suas colegas europeias em relação às tarefas domésticas, devido à menor ajuda dos cônjuges. Outro ponto relevante é que 45% das mulheres entrevistadas sentem a pressão de seus pares para combater a desigualdade, mostrando uma corresponsabilidade na busca por igualdade de gênero.
Inovação, Resiliência e o Futuro
As executivas demonstram um forte comprometimento com a inovação, com 91% afirmando que estimulam seus funcionários a inovar. Para 80% delas, a resiliência empresarial está ligada à capacidade de adaptação rápida a questões de segurança. Elas também demonstram um planejamento estratégico para seu próprio desenvolvimento profissional, se vendo em vantagem competitiva em comunicação, suporte de líderes e expansão de networking.
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Em suma, a pesquisa da KPMG traz à tona a realidade das mulheres executivas brasileiras, seus desafios e conquistas. O caminho para a igualdade de gênero ainda é longo, mas os dados revelam um cenário de mulheres engajadas, resilientes e determinadas a construir um futuro mais justo e equitativo no mundo corporativo. A construção de paridade exige o apoio de todos, criando caminhos e oportunidades iguais para que homens e mulheres possam trabalhar lado a lado.