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Mulheres jovens correm mais risco de desenvolver ansiedade por conta do uso excessivo do celular

Pesquisa foi realizada pela Associação Europeia de Psiquiatria; psicóloga Debora Queiroz comenta
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Pesquisa foi realizada pela Associação Europeia de Psiquiatria; psicóloga Debora Queiroz comenta

Pesquisa foi realizada pela Associação Europeia de Psiquiatria; psicóloga Debora Queiroz comenta

Um estudo apresentado no Congresso Europeu de Psiquiatria revelou que mulheres jovens são mais propensas a desenvolver ansiedade devido ao uso excessivo de celular. A pesquisa, conduzida pela Associação Europeia de Psiquiatria, analisou o comportamento de 400 jovens adultos (104 homens, 293 mulheres e 3 de outros gêneros), concluindo que as mulheres são o grupo mais afetado.

Fatores de Vulnerabilidade

A psicóloga Débora Queiroz explica que essa vulnerabilidade feminina se deve a múltiplos fatores. As mudanças neuroendócrinas do cérebro feminino durante a juventude (18 a 25 anos), aumentam a sensibilidade emocional. Mulheres também tendem a usar mais as redes sociais para conexão emocional, comparação social e busca por validação, o que pode gerar insegurança e inadequação, especialmente em relação à imagem corporal e estilo de vida. As pressões sociais e culturais, amplificadas pelo ambiente digital, contribuem ainda mais para esse cenário.

O Impacto do Uso Excessivo de Celular

O uso prolongado de telas ativa o sistema dopaminérgico, associando a busca por recompensas imediatas (likes, notificações). Isso gera microdoses de dopamina, que a longo prazo podem levar à dependência comportamental e à redução da tolerância à frustração. A necessidade constante de conexão e a busca incessante por aprovação nas redes sociais contribuem para o desenvolvimento da ansiedade.

Prevenção e Intervenção

A psicóloga destaca que o celular e as redes sociais não são vilões em si, mas sim a forma como nos relacionamos com eles. Para prevenir e tratar a ansiedade causada pelo uso excessivo de tecnologia, sugere-se o uso de terapias como a terapia cognitivo-comportamental e a terapia de aceitação e compromisso. Educação consciente sobre tecnologia, estabelecimento de horários para uso das redes sociais, momentos de detox digital e a substituição do tempo em telas por atividades mais significativas (exercícios, convívio social, leitura) são medidas importantes. A conversa e o apoio da família e amigos também são fundamentais para lidar com esse problema.

Em resumo, a pesquisa destaca a importância de uma relação consciente com a tecnologia, especialmente para mulheres jovens. A prevenção e o tratamento da ansiedade relacionada ao uso excessivo de celular requerem uma abordagem multifacetada, que contemple os aspectos neurobiológicos, sociais e culturais envolvidos.

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