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Mulheres na política: a necessidade de ampliar essa representatividade

Bruno Silva comenta esse cenário político que, apesar de mais promissor atualmente, precisa melhorar; ouça o De Olho Na Política
Mulheres na política
Bruno Silva comenta esse cenário político que, apesar de mais promissor atualmente, precisa melhorar; ouça o De Olho Na Política

Bruno Silva comenta esse cenário político que, apesar de mais promissor atualmente, precisa melhorar; ouça o De Olho Na Política

O cenário da participação feminina na política brasileira ainda está longe do ideal, Mulheres na política, apesar de as mulheres representarem mais da metade da população do país. Segundo Bruno Silva, especialista ouvido pela CBN, a presença feminina nas câmaras municipais não ultrapassa 20% em média, o que evidencia um desafio numérico e qualitativo na representatividade política.

Silva destaca que as mulheres são frequentemente tratadas como minorias políticas, Mulheres na política, embora devam ter uma representatividade condizente com sua proporção na sociedade. Ele defende que as instituições e o sistema eleitoral precisam promover mudanças para ampliar a participação feminina, especialmente por meio do Congresso Nacional, que deve avançar em legislações que garantam essa ampliação.

Desafios na representatividade feminina: Além do desafio numérico, há uma questão cultural relacionada ao machismo ainda presente na sociedade, que dificulta a ascensão das mulheres a cargos de liderança nos partidos políticos e em outras organizações sociais. Silva ressalta que é necessário criar canais que possibilitem às mulheres ocupar posições de prestígio e liderança, o que contribuiria para uma política menos dominada por homens.

Legislação eleitoral e participação feminina

A legislação eleitoral brasileira estabelece que os partidos devem reservar entre 30% e 70% das candidaturas para cada sexo, garantindo ao menos 30% de mulheres candidatas. No entanto, Silva aponta que há fraudes e falta de interesse real na participação feminina, com muitas mulheres que se candidatam apenas para cumprir a cota, sem fazer campanha efetiva.

Indicadores e perspectivas: Desde a proclamação da República em 1889, o Brasil teve apenas uma mulher presidente e 16 governadoras. Em 2024, cerca de 12% dos municípios brasileiros são governados por prefeitas. Com o ritmo atual, seriam necessários cerca de 120 anos para alcançar a paridade de gênero no Congresso Nacional. O país ocupa a 130ª posição entre 186 países em representatividade feminina na política.

Informações adicionais

Silva também destaca a importância de estimular o interesse das mulheres pela política desde a escola, para que possam se engajar e ocupar esses espaços. Ele cita ainda a criação de equipamentos como delegacias da mulher, que oferecem atendimento especializado e acolhedor, como exemplo de como a presença feminina pode contribuir para políticas públicas mais sensíveis às demandas das mulheres.

Por fim, o especialista lamenta o aumento recente no número de mulheres agredidas no Brasil, conforme dados do Datafolha solicitados pelo Fórum de Segurança, ressaltando a necessidade de reverter essa estatística e punir os responsáveis.

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