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Mulheres prestam queixa contra empresa de corte e costura de Ribeirão Preto

Cerca de 10 costureiras protestaram na delegacia por atraso de salários e má condições de trabalho
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Cerca de 10 costureiras protestaram na delegacia por atraso de salários e má condições de trabalho

Cerca de 10 costureiras protestaram na delegacia por atraso de salários e má condições de trabalho

Trabalhadoras exploradas em confecção de jeans

Duas costureiras, Maria Firmino da Silva e Natália do Nascimento Silva, denunciaram condições de trabalho degradantes e falta de pagamento em uma empresa de confecção de jeans localizada na Rua João Clápio, número 2242, Jardim Paulistano. Maria, que encontrou a vaga em um anúncio de jornal, relata que, apesar de promessas de salário mínimo, vale-transporte e registro em carteira, nunca recebeu o pagamento devido, situação que se repete há três anos, segundo ela. A situação se agravou com a exigência de que as funcionárias levassem até mesmo o papel higiênico de casa.

Condições precárias e jornada exaustiva

As trabalhadoras descrevem uma rotina exaustiva, levantando às 5h da manhã para iniciar o trabalho às 7h, sem intervalos, até o meio-dia, por apenas R$ 100 por semana. Natália reforça a frustração de ter a oportunidade de trabalho transformada em uma experiência tão negativa e relata que as funcionárias foram proibidas de conversar com novas colegas para evitar reclamações. Ambas tentaram contato com a empresa, sem sucesso.

Direitos trabalhistas e medidas legais

O advogado trabalhista Ricardo Estevan Soares de Ávila explica que, caso se comprove o vínculo empregatício, a empresa terá que arcar com as responsabilidades trabalhistas. Ele recomenda que as costureiras procurem o sindicato da categoria, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho para que possam investigar a situação e buscar os direitos suprimidos. O advogado destaca a obrigação legal das empresas em oferecer condições dignas de trabalho, e que condutas como as relatadas podem resultar em graves penalidades para a empresa. A reportagem tentou contato com a empresa, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

As denúncias revelam a necessidade de fiscalização e proteção aos direitos trabalhistas, garantindo que trabalhadores não sejam explorados e que as leis sejam cumpridas. A falta de resposta da empresa acende um alerta sobre a gravidade da situação e a urgência em se buscar justiça para as costureiras envolvidas.

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