Pesquisa aponta que 53,7% das vendas são para o gênero feminino; ouça a coluna ‘Good Game CBN’ Nicholas Bocchi
Segundo dados da pesquisa Game Brasil 2019, as mulheres representam 53,7% do consumo de jogos eletrônicos. No entanto, a busca por reconhecimento e a representação justa dentro do universo gamer ainda são desafios a serem superados.
Desafios da Mulher no Mundo Gamer
Apesar da significativa participação feminina no consumo de jogos, a indústria de games no Brasil apresenta apenas 15% de mulheres em seus quadros de funcionários. A cultura gamer, muitas vezes associada a um ambiente predominantemente masculino, contribui para o afastamento das mulheres. A sexualização de personagens femininas em jogos e a resistência de alguns jogadores à presença feminina são fatores que agravam essa situação. Em jogos multiplayer, com chats abertos, as mulheres frequentemente sofrem assédio e desrespeito, criando um ambiente tóxico e hostil.
O Impacto do Machismo e a Reação das Empresas
Casos recentes, como o da influenciadora Gabi Cattuzzo, que foi desrespeitada em suas lives e posteriormente demitida de um patrocínio, expõem a fragilidade das mulheres nesse ambiente. Marcas que buscam o público feminino, muitas vezes, oferecem produtos estereotipados, reforçando preconceitos. A normalização da presença feminina em todos os espaços, incluindo o universo gamer, é fundamental. A onda de denúncias de abuso e assédio sexual (#ExposeGamer), que tomou conta das redes sociais, demonstra a urgência de se combater a cultura de impunidade e a normalização da violência contra mulheres no meio gamer.
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Caminhos para a Igualdade de Gênero no Mundo dos Games
Para alcançar a igualdade de gênero, é necessário um posicionamento firme das empresas, dos influenciadores e dos próprios jogadores. O apoio às vítimas, a punição dos agressores e a conscientização sobre o comportamento tóxico são medidas essenciais. A criação de ambientes mais seguros, com mecanismos de moderação eficazes em chats abertos, também é fundamental. Iniciativas como o movimento “My Game, My Name” buscam empoderar as mulheres, incentivando-as a se expressarem e a participarem ativamente do universo gamer, sem medo de serem julgadas ou atacadas. A normalização da presença feminina nos games é um processo que requer a colaboração de todos os envolvidos, desde as empresas desenvolvedoras até os próprios jogadores.



