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Multas de trânsito caem em Ribeirão Preto, mas especialista aponta falta de fiscalização

Redução de infrações em 2026 está ligada à ausência de radares; comportamento dos motoristas e acidentes preocupam
multas
Weber Sian/ACidade ON

O número de multas de trânsito em Ribeirão Preto registrou queda expressiva nos dois primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Dados da RP Mob mostram que, em janeiro de 2025, foram quase 20 mil infrações, enquanto fevereiro somou 22.237 autuações.

Neste ano, os números caíram significativamente: em janeiro foram 10.732 multas e, em fevereiro, 11.903. Apesar da redução, especialistas alertam que a diminuição não necessariamente reflete melhora no comportamento dos motoristas.

Queda nas multas

Entre as infrações mais registradas em 2026 estão estacionamento irregular, com 4.901 autuações, avanço de sinal vermelho, com 3.072, e o uso de celular ao volante, que gerou 1.691 multas. Também aparecem na lista a falta do cinto de segurança e estacionamento em local proibido.

Segundo o advogado especialista em trânsito Rodrigo Pascholaotto, a queda está diretamente relacionada à retirada dos radares móveis e à ausência dos radares fixos previstos. Com menos fiscalização eletrônica, o número de autuações tende a cair, mesmo sem mudança real nas condutas.

Falta de fiscalização

O especialista afirma que a fiscalização atual é insuficiente diante da frota da cidade, estimada em cerca de 600 mil veículos. Ele destaca que apenas uma pequena parcela das infrações cometidas diariamente é efetivamente registrada.

Além disso, aponta que outras irregularidades, como ultrapassagens perigosas e infrações cometidas por motociclistas, muitas vezes não são autuadas pela falta de agentes. Para ele, a ausência de fiscalização mais efetiva compromete o controle do trânsito e não contribui para a redução de acidentes.

Educação no trânsito

Pascoaloto defende que a mudança de comportamento dos motoristas passa por ações educativas e não apenas pela aplicação de multas. Ele sugere abordagens diretas, com orientação aos condutores, como forma de conscientização.

O especialista também critica o modelo atual, em que o motorista recebe a multa dias depois da infração, o que reduz o impacto educativo. Para ele, é necessário repensar o sistema de fiscalização e até mesmo as penalidades previstas para infrações mais graves, com foco na redução de acidentes e preservação de vidas.

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