Identificar se um texto foi escrito por uma pessoa ou por inteligência artificial ainda é um desafio para professores, pais e empresas. Na coluna Mundo Digital, o professor Eduardo Soares explica como funciona uma nova tecnologia que cria uma espécie de marca d’água invisível em conteúdos produzidos por determinados modelos de IA e por que esse recurso ainda não pode ser considerado um detector universal.
Segundo Eduardo, a tecnologia interfere sutilmente na escolha das palavras feita pela inteligência artificial e cria um padrão estatístico que pode ser posteriormente identificado por uma ferramenta específica. Porém, textos curtos, respostas factuais, códigos de programação e conteúdos muito modificados podem dificultar a identificação. Além disso, já existem ferramentas que tentam remover ou enfraquecer essa marca d’água.
Na educação, a orientação é não tratar os detectores como prova isolada de fraude acadêmica. Para Eduardo, professores podem avaliar o processo de produção, pedir que os alunos apresentem e expliquem o conteúdo, mostrar as fontes utilizadas e comparar o trabalho com produções anteriores. A discussão, segundo ele, pode levar a uma mudança na forma de avaliação, valorizando mais a construção, a argumentação e a capacidade de explicar como se chegou a determinado resultado.
Confira esses e outros assuntos na coluna Mundo Digital.