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Município de Morro Agudo teve mais de 50 mil hectares destruídos por incêndios nas últimas semanas

Com a queima da cana, a safra deve ser antecipada e o contrato de usinas com muitos trabalhadores deve ser rompido
incêndios Morro Agudo
Com a queima da cana, a safra deve ser antecipada e o contrato de usinas com muitos trabalhadores deve ser rompido

Com a queima da cana, a safra deve ser antecipada e o contrato de usinas com muitos trabalhadores deve ser rompido

A estiagem prolongada, a geada em julho e os incêndios recentes em lavouras estão causando grandes prejuízos aos trabalhadores rurais da região de Barretos e Morro Agudo, no interior de São Paulo. A situação é tão grave que muitas famílias estão sem trabalho e sem renda, necessitando de ajuda emergencial.

Impacto na produção e no trabalho

De acordo com representantes da bacia hidrográfica do Baixo Pardo e do Rio Grande, diversas cidades da região estão sofrendo com a falta de empregos no campo. A colheita foi prejudicada, e muitos trabalhadores furam, ou seja, trabalham por diárias, estão sem trabalho. Em Morro Agudo, o mapeamento do IMP registrou 54 focos de incêndio, devastando mais de 50 mil hectares de lavouras, incluindo canaviais e pequenas propriedades. Roberto de Figueiredo, diretor secretário do sindicato rural de Morro Agudo, afirma que a safra de cana está sendo antecipada, levando a contratos de trabalho mais curtos e desemprego para muitos trabalhadores.

Ações de ajuda e prevenção

O sindicato rural está realizando um levantamento das áreas afetadas e planeja uma campanha para auxiliar as famílias atingidas. A prevenção de incêndios é crucial, e embora a legislação exija medidas dos produtores, o ano atípico com geada e ventos fortes dificultou o controle das chamas. A situação exige um esforço conjunto de usinas, brigadistas, bombeiros e defesa civil. O apoio da aviação para combater o fogo também se mostrou fundamental.

Desafios e perspectivas

A crise se agrava com a baixa dos níveis dos rios, afetando ainda mais a economia local, principalmente os pequenos produtores que dependem da venda de hortaliças. A previsão de chuva para o fim de semana traz um mínimo de esperança, mas a extensão dos danos e a necessidade de ajuda emergencial para os trabalhadores rurais e pequenos produtores permanecem como um desafio urgente. A solidariedade e o apoio conjunto são imprescindíveis para minimizar os impactos dessa grave situação.

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