Prédio, que tem um grande valor histórico para Ribeirão, está abandonado há vários anos; obra deve ser concluída em 20 dias
O muro do antigo Lar Santana, localizado na Vila Tibério, em Ribeirão Preto, começou a ser demolido após interdição preventiva da calçada devido a risco de queda. A Defesa Civil solicitou a interdição, e a Secretaria Municipal da Educação confirmou que a empresa responsável pela obra realiza a limpeza da área, removendo cercas e vegetação.
Demolição e reconstrução
A demolição total do muro dará lugar à construção de um novo muro com reboco e pintura nova. A previsão de conclusão da obra é de 20 dias. Para Antônio Roberto, cabeleireiro do bairro há 20 anos, o Lar Santana está abandonado há anos e sofre com furtos constantes. Ele espera que o espaço seja melhor aproveitado, gerando melhorias para o comércio local e a comunidade.
Preocupações e expectativas
Dona Maria do Oliveira, comerciante da região, demonstra dúvidas sobre a recuperação completa do local, apesar da movimentação da obra. A comunidade espera que o prédio seja utilizado para fins públicos, como um centro de saúde ou uma escola, evitando o abandono e os furtos. O Lar Santana, que abrigou as Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição por 82 anos, serviu como escola e orfanato sob a liderança da Madre Maorina Borges da Silveira, presa e torturada durante a ditadura militar.
Projeto de revitalização
A Secretaria da Educação solicitou autorização ao Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural (COMPACT) para a obra. O secretário Felipe Elias Miguel afirma que o objetivo principal é revitalizar e restaurar todo o Lar Santana. O projeto executivo está em apreciação pelo COMPACT, com a intenção de licitar a obra em 2024 e iniciar a instalação da Secretaria da Educação em 2025. O espaço também terá áreas multi-uso e de convivência para a comunidade. O presidente do COMPACT, Lucas Gabriel Pereira, destacou a recuperação do muro e do pavimento da Rua Aurora, além de estudos para o restauro e requalificação do Lar Santana. A expectativa é que a obra do muro seja concluída em 20 dias e que o projeto de restauro seja aprovado e iniciado o mais breve possível.
A intervenção no prédio, abandonado por quase nove anos, representa uma esperança para a comunidade, que busca a revitalização do espaço e o fim dos problemas causados pelo abandono.



