Em comemoração aos 40 anos, local expõe obras que mostram os trabalhos dos profissionais da Faculdade de Medicina da USP
Uma exposição intrigante, intitulada “Melancolia”, convida o público a mergulhar nas profundezas da experiência humana através da arte. O projeto, fruto de uma colaboração entre o Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP) e a Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, desafiou artistas a retratar a realidade enfrentada pela equipe médica da instituição. O curador Newton Campos compartilha detalhes sobre essa instigante iniciativa.
Um Desafio Criativo e Estimulante
Newton Campos destaca que o projeto tirou os artistas de suas zonas de conforto, propondo um tema que os distanciou de suas práticas habituais. Essa abordagem, no entanto, se revelou um estímulo para repensar suas séries e explorar novas direções criativas. O tema da melancolia, embora complexo, gerou resultados surpreendentes, que atrásra podem ser apreciados pelo público.
A Imersão Sensorial da Instalação
A exposição apresenta cinco projetos, dois deles realizados em colaboração por duplas de artistas, totalizando sete participantes. As obras se manifestam em instalações, que se caracterizam pela ocupação do espaço, proporcionando uma experiência sensorial mais profunda do que a mera contemplação de um quadro. Ao entrar no ambiente da obra, o espectador estabelece uma relação mais intensa com o tema e a proposta do artista.
Leia também
Múltiplas Perspectivas sobre a Melancolia
A melancolia, frequentemente associada à depressão, é abordada de diversas maneiras pelos artistas, desde representações mais sérias e literais até interpretações que flertam com o sarcasmo. A parceria com a USP buscou relacionar os temas das exposições com o contexto do Museu da Faculdade de Medicina, cujo histórico como hospital psiquiátrico torna a melancolia um tema recorrente. A exposição oferece aos profissionais da área médica uma perspectiva artística sobre sua realidade, gerando reflexões e emoções.
A mostra “Melancolia” oferece uma oportunidade para vivenciar cada projeto com tempo e atenção, permitindo que o público crie sua própria leitura da obra, a partir de seu repertório pessoal. A exposição, em cartaz até 31 de março no Espaço de Cultura e Distensão Universitária da USP em Ribeirão Preto, convida a uma jornada de impressões e identificações.



