CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Museu Histórico de Ribeirão Preto começa a receber reparo emergencial

Com cupins e infiltrações, prédio começa a ficar deteriorado; especialista diz que prejuízo poderia ter sido evitado
Museu Histórico Ribeirão Preto
Com cupins e infiltrações, prédio começa a ficar deteriorado; especialista diz que prejuízo poderia ter sido evitado

Com cupins e infiltrações, prédio começa a ficar deteriorado; especialista diz que prejuízo poderia ter sido evitado

O Museu Histórico de Ribeirão Preto, um importante patrimônio da cidade, continua a sofrer com a infestação de cupins, um problema que, segundo especialistas, poderia ter sido evitado há anos.

Uma Década de Ataques Silenciosos

A infestação, que já dura pelo menos dez anos, comprometeu diversas áreas do museu. O forro, o piso, as portas e até mesmo os móveis foram alvos dos cupins, causando danos significativos à estrutura do prédio e ao seu acervo.

A historiadora Giúlia Cripa lamenta profundamente a situação do Museu do Café, destacando a perda irreparável para a cultura da região. “É uma perda que não tem volta. Podemos fazer consertos, mas a estrutura original do prédio, que é insubstituível, será alterada. A destruição se tornará parte da sua história, e o museu está inacessível ao público, impedindo que as pessoas conheçam esse espaço.”

Umidade Agrava a Situação

O problema da umidade, agravado pelas recentes chuvas, criou um ambiente ainda mais propício para a proliferação dos cupins. Um laudo preocupante de uma empresa de São Paulo revelou a presença de três tipos de pragas infestando o museu. Segundo o pesquisador e engenheiro químico Sérgio Simplício, será necessário um trabalho sério e dispendioso para controlar e exterminar essas espécies.

“Infelizmente, na área pública, muitas vezes se opta pelo menor preço, o que acaba gerando prejuízos como este. Se o trabalho adequado não for feito, o prejuízo será ainda maior. Pela minha experiência, o serviço levaria de 30 a 60 dias”, afirma Simplício.

Acervo Bibliográfico em Risco

Nem mesmo a biblioteca do museu escapou do ataque dos cupins, com parte do acervo sendo destruída. O químico explica a preferência dos cupins pelos livros: “Como o alimento deles é celulose, eles sempre preferirão o papel, que é celulose pura. É comum em bibliotecas encontrar livros totalmente devorados, pois os cupins são seletivos e buscam o caminho mais fácil: papel, madeira mole e, por fim, madeira dura.”

Medidas de Reparo em Andamento

O diretor do museu, Daniel Basso, informou que reparos emergenciais já foram iniciados, como a substituição do piso e do forro. A instalação de calhas e a eliminação definitiva dos cupins ainda estão pendentes. Até o momento, R$ 250 mil foram liberados para as obras. Basso ressalta que, desde que começou a trabalhar no museu, há oito anos, já havia notado a presença dos cupins e alertado sobre a necessidade de manutenção preventiva.

A Secretaria de Cultura de Ribeirão Preto informou que, além dos R$ 250 mil já liberados para a recuperação da infraestrutura do prédio, está negociando parcerias com empresas para um projeto de restauro do museu. O valor estimado para a obra é de R$ 2 milhões, mas ainda não há um prazo definido para o início dos trabalhos.

A situação do Museu Histórico de Ribeirão Preto demonstra a importância da manutenção preventiva em edifícios históricos. A negligência ao longo dos anos resultou em danos significativos ao patrimônio cultural da cidade, exigindo atrásra um investimento considerável para sua recuperação.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.