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Museus do Café e Histórico de Ribeirão Preto aguardam projetos de revitalização

Revitalização pode se concretizar nos próximos anos, mas obras de segurança são cobradas por CEE
Museus Café Ribeirão Preto
Revitalização pode se concretizar nos próximos anos, mas obras de segurança são cobradas por CEE

Revitalização pode se concretizar nos próximos anos, mas obras de segurança são cobradas por CEE

Instalado na antiga sede da Fazenda Monte Alegre, em Ribeirão Preto, o museu do café e o museu histórico enfrentam um momento delicado. O pequeno museu do café, que narra a história da expansão cafeeira no interior de São Paulo através de mapas, fotos e objetos da época, e o museu histórico, com seu acervo construído a partir de coleções de história natural e artefatos da cultura popular, testemunham a riqueza histórica da região.

O Peso do Tempo e do Descaso

As estruturas dos prédios, que já foram palco de memórias de inúmeras gerações, não suportaram o peso do descaso com a cultura nas últimas décadas, conforme denuncia o diretor do museu, Daniel Toço. A falta de reformas há muito tempo e a ação implacável do tempo comprometeram significativamente as instalações. Infiltrações, goteiras e madeiras apodrecidas são apenas alguns dos problemas enfrentados, elevando o risco de fechamento e gerando preocupação na população.

Riscos e Restrições

A situação é tão crítica que algumas áreas precisaram ser interditadas, como a sala onde se encontra a estátua do Duque de Caxias. A deterioração dos vidros da estátua representa um perigo iminente, especialmente para as crianças que visitam o museu, um dos mais procurados da região. A instalação elétrica comprometida também oferece sérios riscos às obras de valor cultural incalculável.

Esperança no Restauro

Apesar do cenário preocupante, existe um projeto de restauro dos casarões em parceria com a iniciativa privada, conforme explica o secretário da Cultura de Ribeirão Preto, Alessandro Maraca. A ideia é captar recursos através das leis de incentivo, como o Proac e a Lei Rouanet. Engenheiros e arquitetos já estão envolvidos no projeto, que será apresentado à sociedade de Ribeirão Preto em breve. No entanto, como os prédios são tombados desde 1994, o projeto precisa ser aprovado pelo Condephat, o que pode levar tempo.

Enquanto a restauração completa não se concretiza, medidas emergenciais são cobradas pela Comissão Especial de Estudos da Câmara Municipal. O vereador Rodrigo Simões solicitou uma vistoria técnica nos museus para garantir a segurança dos visitantes e funcionários. A Prefeitura já destinou R$ 40 mil para reparos emergenciais e está providenciando um projeto técnico de segurança, com previsão de conclusão em 30 dias. A expectativa é que, com o apoio do poder público e da iniciativa privada, seja possível recuperar o tempo perdido e preservar a história da cidade.

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