Agentes do controle de zoonoses nebulizaram casas para matar criadouros do mosquito Aedes Aegypti
A cidade de Ribeirão Preto, assim como outras na região, enfrenta um quadro preocupante de emergência devido à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. As equipes de vigilância ambiental estão em campo, intensificando o combate ao mosquito e buscando conter o avanço da doença.
Ações de Combate em Áreas Críticas
No bairro Alexandre Balbo, zona oeste da cidade e epicentro dos casos de dengue, agentes de saúde realizam um trabalho de nebulização nas residências. A moradora Margarida, que abriu as portas de sua casa para a equipe, elogiou a iniciativa, ressaltando a importância da prevenção. Ela demonstra preocupação em evitar água parada em seu quintal, eliminando pratos sob os vasos de plantas, uma medida crucial para impedir a reprodução do mosquito.
Desafios Persistentes: Imóveis Fechados e Piscinas
Apesar dos esforços, o trabalho de combate à dengue enfrenta obstáculos. Um dos principais desafios é o acesso a imóveis fechados, especialmente aqueles com piscinas, situação comum na zona leste, como no bairro Ribeirânia. O empresário Michel Scandar-larrant enfatiza a necessidade de um número maior de agentes para lidar com a grande quantidade de casas com piscinas abandonadas, potenciais focos do mosquito. A prefeitura anunciou que, se necessário, recorrerá à Justiça para obter acesso a esses imóveis.
Leia também
Parceria com o CRECI e Imobiliárias
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP) tem um papel importante na conscientização e orientação de imobiliárias e corretores. José Augusto Gardim, delegado regional do CRECI, esclarece que o conselho não possui poder de fiscalização, mas promove campanhas educativas para que os profissionais do setor orientem proprietários a manterem os imóveis desocupados limpos e livres de focos da dengue. Ele destaca que, em muitos casos, os agentes de vigilância já possuem acesso aos imóveis, contando com a colaboração das imobiliárias para facilitar a entrada.
O combate à dengue exige um esforço contínuo e coordenado entre a população, os agentes de saúde e as autoridades, com foco na prevenção e eliminação de focos do mosquito.



