Especialista firma que a ação precisa ser coordenada em toda a região e que o lockdown só surte efeito se durar ao menos 15 dias
A região de Ribeirão Preto enfrenta um colapso no sistema de saúde devido à pandemia de COVID-19. Em menos de uma semana, três cidades decretaram lockdown: Batatais, Bebedouro e Franca.
Situação crítica nas cidades
Em Franca, o pronto-socorro Álvaro Azouz, que atende apenas casos de COVID-19, recebe entre 500 e 550 pessoas diariamente. Os leitos de UTI estão quase todos ocupados, e a prefeitura adotou medidas restritivas semelhantes às de fevereiro. O prefeito Alexandre Ferreira ressaltou a importância da colaboração da população para que as medidas surtam efeito, alertando para a necessidade de evitar aglomerações e festas. O descumprimento das regras previstas no decreto municipal pode resultar em multas e lacração do comércio.
Impacto regional e necessidade de medidas mais rígidas
A situação é crítica em toda a região, com longas filas de espera por leitos de UTI. Em Ribeirão Preto, havia 140 pessoas na fila de espera por leitos de UTI apenas no domingo. O secretário da saúde, Sandro Scarpeline, afirmou que os profissionais de saúde estão tendo que escolher quem será assistido devido à alta demanda. O pesquisador da USP, Domingos Alves, defende a necessidade de Ribeirão Preto decretar medidas mais duras, como um lockdown de pelo menos 15 dias, incluindo a ampliação da testagem e rastreamento de contatos, para quebrar o ciclo de transmissão do vírus.
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Ações necessárias para conter o avanço da pandemia
A falta de leitos de UTI e a alta demanda por atendimento médico exigem medidas urgentes para conter o avanço da pandemia. A colaboração da população é fundamental para o sucesso das medidas restritivas. A situação delicada requer ações coordenadas e um esforço conjunto para proteger a saúde da população e evitar mais mortes.



