Quem traz os detalhes sobre o assunto é o gestor de marketing digital Thiago Fernandes na coluna ‘Conexão CBN’
O Banco Central do Brasil (BC) se prepara para lançar o real digital, uma versão virtual da moeda brasileira, prevista para 2024. Para tanto, criou um laboratório para estudar as possibilidades de uso dessa nova tecnologia.
Real Digital x Pix: Quais as diferenças?
Embora o Pix tenha revolucionado os pagamentos no Brasil, o real digital visa atender a perfis de compra e consumo que o Pix ainda não alcança. A expectativa é que haja convergência entre os dois sistemas, mas, inicialmente, serão desenvolvidos separadamente. A principal diferença é que o real digital será controlado e gerido diretamente pelo Banco Central, enquanto o Pix opera por meio das instituições financeiras.
Open Banking e as novas possibilidades
O real digital está intrinsecamente ligado ao Open Banking, que permitirá acesso aberto ao histórico financeiro dos usuários. Isso facilitará a concessão de crédito e outros serviços financeiros, eliminando a necessidade de relacionamento prévio com instituições específicas. Além disso, o real digital promete maior segurança em transações, especialmente em compras de alto valor, como imóveis e veículos, por meio do uso de tokens que garantem a validação da transação.
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Segurança e Implementação
O lançamento do real digital é um processo cauteloso e gradual. O BC planeja testes em grupos específicos no final de 2022, com lançamento previsto para 2023 ou 2024. A implementação exige adaptações em larga escala no sistema do Banco Central e prioriza a segurança da informação. Assim como o Pix, o real digital passará por ajustes e aperfeiçoamentos após o lançamento inicial, visando garantir o funcionamento eficiente e seguro do sistema.