Parlamentar foi secretário do meio ambiente por três anos na gestão Darcy Vera e vice no governo de Duarte Nogueira
Desde o início do ano, Na série de entrevistas com os, a CBN tem ouvido os 22 vereadores eleitos em outubro. Nesta edição, o entrevistado foi o vereador Daniel Gobi, do PP, que obteve 3.026 votos e é um dos estreantes na Câmara Municipal de Ribeirão Preto. Apesar de novo no Legislativo, Gobi não é iniciante na política, tendo ocupado cargos de secretário de Meio Ambiente e de Planejamento no governo anterior.
Daniel Gobi foi secretário de Meio Ambiente por três anos no governo Dandá Silveira e, Na série de entrevistas com os, posteriormente, acumulou a vice-prefeitura e a Secretaria de Planejamento após um acordo político envolvendo o PP e a base aliada do ex-prefeito Duarte Nogueira. Inicialmente, Gobi se declarou pré-candidato a prefeito, mas recuou devido a intervenções partidárias estaduais e federais, optando por disputar uma cadeira na Câmara Municipal.
Trajetória política e candidatura: Gobi explicou que a candidatura à prefeitura foi barrada pela direção estadual e federal do Progressistas, que pediu a retirada da sua candidatura. Com apoio da direção municipal, ele decidiu concorrer à Câmara a partir de julho do ano anterior, enfrentando uma eleição competitiva com cerca de 400 candidatos para vereador.
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Relação com o governo atual
Sobre a relação com o governo do prefeito Ricardo Silva, Daniel Gobi afirmou que foi eleito na base de apoio ao atual prefeito, mas ressaltou que seu compromisso é com os eleitores que votaram nele. Ele disse que votará a favor de pautas que beneficiem o desenvolvimento econômico e a população, mas se posicionará contra medidas que prejudiquem os cidadãos, como aumento de impostos, adotando um perfil independente em relação ao Executivo.
Principais pautas e atuação na Câmara: Gobi destacou a habitação como uma das principais preocupações, citando o déficit habitacional em Ribeirão Preto, que ele atribui a problemas acumulados desde a década de 1990. Em 2023, foram aprovados três novos loteamentos e, até abril de 2024, a equipe de planejamento havia aprovado 15 loteamentos. Ele ressaltou a dificuldade atual devido ao aumento das taxas de juros e à falta de subsídios federais para habitação social.
Outro tema abordado foi o novo centro administrativo da cidade. Gobi criticou o projeto, considerando-o faraônico e financeiramente inviável, especialmente após a prefeitura contrair um empréstimo de R$ 90 milhões para sua construção. Ele defende que o valor seria melhor investido em áreas prioritárias como saúde e educação.
Fiscalização e desafios no Legislativo: Como vereador, Gobi pretende usar sua experiência no Executivo para fiscalizar contratos e políticas públicas, citando especificamente a parceria público-privada (PPP) da iluminação pública, que, segundo ele, não está sendo executada desde atrássto de 2023, apesar dos pagamentos feitos pela população. Ele também pretende acompanhar questões como a emissão de notas fiscais, que atualmente envolve cobrança de tarifas para empresários, e a desburocratização dos processos municipais.
Gobi afirmou que, diferente do Executivo, onde enfrentava limitações devido à centralização de decisões, no Legislativo terá mais liberdade para expor suas opiniões e fiscalizar a administração pública. Ele destacou a importância de uma Câmara participativa e atuante na discussão orçamentária, ressaltando que o orçamento municipal para 2025 é de cerca de R$ 5 bilhões, mas com grande parte comprometida com despesas obrigatórias, o que limita investimentos.
Informações adicionais
O vereador também mencionou um projeto pronto para revitalização do centro expandido de Ribeirão Preto, que pode ser financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o objetivo de fomentar novas moradias e fortalecer o comércio local. Ele indicou que a primeira medida no mandato será questionar a PPP da iluminação pública e, se necessário, propor comissões para investigar possíveis irregularidades.