Confira a análise da psicóloga Danielle Zeoti sobre as novas ‘formas de amar’ na coluna ‘CBN Comportamento’
Neste Dia dos Namorados, refletimos sobre como a pandemia impactou os encontros amorosos. Embora aplicativos de relacionamento já existissem, a pandemia intensificou seu uso, tornando-os uma ferramenta mais crucial para a formação de relacionamentos.
O início virtual e o encontro presencial
A pandemia levou a um aumento significativo de relacionamentos iniciados virtualmente, por meio de videochamadas e mensagens. Quando o encontro presencial finalmente acontece, ele é valorizado ainda mais, representando a superação do medo da contaminação. Esse encontro presencial, muitas vezes precedido por quarentena e testes de Covid-19, torna-se um momento mais significativo e menos descartável.
Relacionamentos existentes: desafios e fortalecimento
Para casais já estabelecidos, a pandemia trouxe tanto desafios quanto oportunidades. O confinamento prolongado testou a resiliência de alguns relacionamentos, levando a um aumento no número de divórcios. Por outro lado, para outros casais, a experiência forjou uma maior cumplicidade e parceria, impulsionada pela introspecção e autoconhecimento proporcionados pelo isolamento.
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O impacto duradouro da pandemia nos relacionamentos
O medo da contaminação, tanto física quanto emocional, influenciou o interesse em namorar. Estudos sugerem que esse impacto será duradouro. Embora a cautela seja importante, é crucial não se proteger dos relacionamentos, pois são através deles que experimentamos crescimento, amadurecimento e experiências significativas. O amor, segundo especialistas, pode ser compreendido como a busca pela falta no outro, um encaixe em nossas próprias imperfeições. Celebrar o Dia dos Namorados, portanto, é uma oportunidade para refletir sobre nossos relacionamentos, seja em companhia ou em introspecção, reconhecendo a importância dos encontros, sejam eles presenciais ou virtuais.