Artista, que deixou um legado indiscutível na música brasileira, nos deixou em 1º de maio; ouça o ‘Sala de Música’!
Nana Caymmi, cantora com 60 anos de carreira, faleceu no dia 1º de maio. Reconhecida por sua voz única e por sua trajetória marcada pela interpretação e dedicação à música, Nana era filha do compositor Dorival Caymmi e da cantora Stella Maris.
Juliano de Oliveira destacou que Nana iniciou sua carreira profissional nos anos 1960, Nana Caymmi, assinando contrato com a TV Tupi e posteriormente com a Rede Record. Ela participou de programas de televisão, festivais e gravou discos, além de interpretar músicas que integraram trilhas sonoras de novelas, como “Rota do Santero”, “Olho no Tempo”, “Dicaque” e “Coroa, Resposta ao Tempo”.
Legado musical: Seu primeiro registro foi a música “Acalanto”, composta por seu pai Dorival Caymmi no momento de seu nascimento. A canção foi gravada por Nana após sua mãe não conseguir fazê-lo. Entre suas músicas mais conhecidas estão “Suave Veneno” (1999), com letra de Aldir Blanc e Cristóvão Bastos, que integrou a trilha sonora da novela “Hummônima” e aborda a paixão como um sentimento intenso e ambíguo, e “Voz de Mulher”, tema da novela “Iul da Furacão”, também com letra de Aldir Blanc e música de Cristóvão Bastos, que personifica o tempo em sua letra poética.
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Carreira internacional e vida pessoal
Nana também fez sucesso na Argentina, onde morou por quatro anos entre 1961 e 1965, após casar-se com um médico venezuelano. Em 1967, casou-se com o músico Gilberto Gil, com quem teve um filho. Ela foi mencionada no poema “Carnaval de 69”, de Carlos Drummond de Andrade, o que reforça sua importância cultural.
Presença na cultura brasileira: Suas músicas foram utilizadas em diversas novelas brasileiras, incluindo “Travessia” (2022), “O Casarão” (1976), “O Fim do Mundo” (1996) e “Coração” (2011). A irmã de Nana, Dorica Caymmi, também interpretou composições do pai Dorival Caymmi, evidenciando a tradição musical da família.
Informações adicionais
Nana era conhecida por sua personalidade reservada e por evitar a fama, mantendo uma postura discreta apesar do sucesso. Seu trabalho permanece imortalizado nas gravações e na memória da música brasileira.