Escolha das músicas faz parte da história e expressa os momentos de ‘delírio’ das personagens; ouça o Sala de Música’
O programa Sala de Música da CBN recebeu Juliano de Oliveira para discutir o uso de canções pré-existentes no filme Coringa: Delirium 2.
Trilha Sonora e Narrativa
Juliano destaca a importância da música na narrativa cinematográfica. No caso de Coringa: Delirium 2, as canções, muitas vezes pré-existentes, não apenas acompanham as cenas, mas também contribuem para a construção da história, explicando situações ambíguas ou reforçando ideias já apresentadas. A escolha das músicas e a forma como são usadas são, portanto, elementos cruciais para a experiência do espectador.
Músicas Marcantes
O programa analisou algumas canções presentes no filme, como Day-Long To Be Close To You (Lady Gaga), Gloomy Sunday (versões de Billie Holiday e Edith Piaf), e What the World Needs Now Is Love (Jackie DeShannon). Juliano explica como cada canção contribui para a narrativa e o impacto emocional das cenas, destacando as diferentes versões e artistas que as interpretaram ao longo dos anos. Ele também menciona a adaptação de uma melodia de Franz Liszt em Não Me Deixe Mais, na versão de Fagner.
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A Inovação de Coringa: Delirium 2
A escolha de incorporar elementos musicais em um filme de thriller, como em Coringa: Delirium 2, é um diferencial. A utilização das canções como uma forma de fuga da realidade, contrastando com a dureza das cenas, é comparada com a técnica utilizada em Dançando no Escuro. Juliano pondera sobre a reação negativa de alguns espectadores, sugerindo que a falta de familiaridade com esse estilo de narrativa pode contribuir para as críticas negativas. A quebra de expectativa em relação a narrativas clássicas de super-heróis, com começo, meio e fim, pode gerar estranhamento. Apesar das críticas, Juliano afirma ter apreciado o filme e a ousadia de sua proposta.