Segundo o médico José Sebastião dos Santos, os atendimentos nestas unidades são “muito aquém” do que precisa o paciente
Dez cidades da região de Ribeirão Preto adotaram medidas restritivas de combate à pandemia, com diferentes prazos e abrangências. Enquanto algumas optaram por medidas mais rígidas, outras seguem o Plano São Paulo, gerando divergências na abordagem.
Riscos das decisões divergentes
A falta de uniformidade nas medidas entre cidades vizinhas gera impactos negativos. O Dr. José Sebastião dos Santos, especialista em saúde pública, alerta que o vírus não respeita limites geográficos, e a falta de uma ação conjunta dificulta o controle da pandemia. A população, por sua vez, pode interpretar a situação com menos gravidade, reduzindo a adesão às medidas de proteção individual.
A necessidade de cooperação entre cidades
O especialista destaca a importância da cooperação entre cidades e a necessidade de uma liderança mais forte por parte dos governos estadual e federal. A falta de coordenação na alocação de recursos, como leitos de UTI, agrava a situação. O Dr. Santos ressalta que a taxa de ocupação de leitos de UTI é muitas vezes fictícia, pois não considera os pacientes aguardando vagas em unidades de pronto atendimento. A solução passa por uma visão sistêmica, com compartilhamento de recursos e medidas mais rigorosas em todo o território.
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A urgência de uma ação conjunta
A falta de uma ação coordenada, com medidas restritivas uniformes, enfraquece o combate à pandemia e gera confusão na população. O Dr. Santos compara a situação a uma guerra, onde a cooperação e a estratégia são fundamentais para o sucesso. A adoção de medidas mais rigorosas, aliada a uma gestão eficiente dos recursos de saúde, é crucial para conter o avanço do vírus e minimizar os impactos sobre a população.


