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Com certeza você já ouviu essa frase! A psicóloga Danielle Zeoti fala sobre a procrastinação, na coluna 'CBN Comportamento'
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Com certeza você já ouviu essa frase! A psicóloga Danielle Zeoti fala sobre a procrastinação, na coluna 'CBN Comportamento'

Com certeza você já ouviu essa frase! A psicóloga Danielle Zeoti fala sobre a procrastinação, na coluna ‘CBN Comportamento’

A procrastinação, ato de deixar para depois o que deveria ser feito hoje, é um tema mais complexo do que aparenta. Não se trata simplesmente de falta de disciplina ou organização, mas sim de um comportamento que pode estar profundamente ligado à autoestima, ao sentimento de merecimento e à forma como lidamos com nossos desejos.

A Procrastinação como Mecanismo de Defesa

A procrastinação muitas vezes funciona como uma forma de resistência ou defesa contra nossos próprios desejos. Ela surge como uma proteção contra a possibilidade de fracasso ou de confrontar nossas inseguranças. Em vez de encarar a tarefa, a pessoa se protege com justificativas, criando uma barreira entre si e a realização do desejo.

Discursos que Sustentam a Procrastinação

Existem diversos discursos que mascaram a procrastinação. Alguns exemplos são: o perfeccionismo (usando a necessidade de um ambiente perfeito como desculpa para não começar); a falta de tempo (sobrecarregando-se para evitar a frustração da escolha); e a desmotivação (usando o cansaço como justificativa para não lidar com a sensação de insuficiência).

É importante diferenciar a procrastinação de verdadeiro cansaço ou exaustão. No caso da procrastinação, a falta de ânimo pode ser um mecanismo de defesa contra a própria insuficiência, muitas vezes ligada a padrões familiares de alta exigência e idealização dos pais.

Superando a Procrastinação

A procrastinação cria um ciclo vicioso: a ansiedade pela tarefa não realizada gera culpa, que por sua vez aumenta a procrastinação. Para romper esse ciclo, a psicóloga indica a terapia como ferramenta fundamental. A terapia ajuda a identificar as raízes da procrastinação, a lidar com as emoções envolvidas e a desenvolver estratégias para enfrentar os desafios e alcançar os objetivos, sem se prender a justificativas simplistas e à busca incessante por “gatilhos”.

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