“Não é normal”, destaca Gelson Genaro sobre cachorros agindo com extrema agressividade
Os recentes casos de ataques de cães têm gerado grande preocupação, especialmente devido à agressividade dos animais e aos ferimentos graves causados. Para analisar esse comportamento, conversamos com Genaro Jelsson, especialista em bem-estar animal.
O Crescimento Alarmante de Ataques
Infelizmente, o número de ataques de cães tem aumentado, com cerca de dez ocorrências diárias, variando de leves a graves. Essa crescente incidência exige atenção especial tanto para o animal quanto para suas condições de vida. A agressividade exagerada, inclusive contra o próprio tutor, não é normal e reflete um manejo inadequado, como agressões, isolamento prolongado ou falta de socialização durante a infância.
Condições Adequadas e Adestramento
Ao adquirir um cão com potencial agressivo, como um Rottweiler, Pitbull ou Mastiff, é crucial garantir condições adequadas para contê-lo, como um canil seguro. O adestramento é uma ferramenta valiosa para controlar o comportamento do animal. Muitas vezes, os donos se surpreendem com ataques inesperados, alegando que o cão nunca havia demonstrado agressividade antes. No entanto, é importante estar atento aos sinais sutis de alerta, como pelos arrepiados, orelhas abaixadas, dentes à mostra e pupilas dilatadas. Um adulto que conhece bem o animal deve ser capaz de identificar esses sinais e intervir para evitar uma situação perigosa.
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Responsabilidade e Prevenção
Alguns cães são treinados para proteger propriedades e atacar estranhos, o que pode ser difícil de modificar. É fundamental entender o comportamento do animal e reconhecer os sinais de alerta para isolá-lo e evitar confrontos. A condução responsável do animal desde filhote, o adestramento e a familiarização com diferentes situações são essenciais. Cães são animais poderosos e, se não forem bem cuidados, podem causar ferimentos graves. O período sensível da vida do filhote, entre o primeiro e o quarto mês, é crucial para moldar seu comportamento futuro. A socialização com pessoas e outros animais durante essa fase é fundamental para torná-lo tolerante. Consultar um veterinário e um adestrador também é recomendado.
Em resumo, a prevenção e o manejo responsável são cruciais para evitar ataques e garantir a segurança de todos.