Equipe de reportagem da CBN ouviu denúncias de moradores dos bairro Parque São Sebastião, José Figueira e Geraldo de Carvalho
O calor intenso em Ribeirão Preto tem se intensificado, mesmo com chuvas e alertas da Defesa Civil. A falta d’água agrava a situação, com relatos de bairros inteiros sem fornecimento, problemas crônicos e reclamações generalizadas.
Falta d’água generalizada: relatos de moradores
Moradores de diversos bairros, como Parque São Sebastião, Jardim Juliana, Jardim José Figueiras e Alto do Ipiranga, relatam falta d’água prolongada. No Parque São Sebastião, a situação é crítica, com relatos de água suja, com terra e cloro em excesso, impossibilitando o uso para consumo e higiene. A moradora Bruna, chefe de cozinha, enfrenta dificuldades para trabalhar, tendo que comprar água para cozinhar. Daniela, também do Parque São Sebastião, está há 24 horas sem água, sem conseguir contato com a EPE (Empresa de água e esgoto).
Em Jardim José Figueiras, Elisa relata falta d’água recorrente há três meses, piorando nos fins de semana. A falta de comunicação e respostas da SAERPE (Secretaria de Água e Esgotos de Ribeirão Preto) gera revolta e desespero nos moradores. No bairro Alto do Ipiranga, a falta d’água se repete há três meses, principalmente aos fins de semana, afetando a rotina dos moradores.
Respostas da SAERPE e situação atual
A SAERPE atribui as interrupções no fornecimento a manutenções e melhorias no sistema, afirmando que os sistemas funcionam de forma normalizada. A secretaria justifica a falta d’água em alguns bairros, como Parque São Sebastião e Jardim José Figueiras, a problemas em poços que os abastecem. A SAERPE também informa manutenções emergenciais em outras regiões da cidade, como a sul e central, afetando bairros como Jardim América, Vila Seixas, Jardim Sumaré e outros. A previsão de conclusão dessas manutenções é para as 20h do dia, com o abastecimento voltando de forma gradativa.
Impactos e reflexões
A falta d’água afeta diversos setores, incluindo restaurantes, que são obrigados a fechar as portas pela falta de abastecimento. O comerciante Ricardo, dono de um restaurante na rua João Penteado, relata fechamento do estabelecimento por dois meses devido à falta de água. A SAERPE reconhece a necessidade de investimentos em saneamento, mas a recorrência de problemas e a falta de comunicação geram insatisfação entre os moradores. A comparação com outras cidades, como Franca, que possui tarifa de água 150% maior, mas com melhor qualidade de serviço, levanta questionamentos sobre a gestão do serviço em Ribeirão Preto.



