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Não é só no poder público… empresas também sofrem com fraudes e desvios

Colaboradores, líderes, acionistas... de onde vem o rombo? Ouça o comentário de David Forli no 'CBN Carreiras e Lideranças'
Não é só no poder público…
Colaboradores, líderes, acionistas... de onde vem o rombo? Ouça o comentário de David Forli no 'CBN Carreiras e Lideranças'

Colaboradores, líderes, acionistas… de onde vem o rombo? Ouça o comentário de David Forli no ‘CBN Carreiras e Lideranças’

Fraudes nas empresas são um problema que afeta organizações de diversos setores e portes, Não é só no poder público… empresas também sofrem, exigindo atenção especial das lideranças e equipes de recursos humanos. Estudos recentes das grandes empresas de auditoria Grand Thornton e KPMG, ambas integrantes das chamadas Big Five, trazem dados importantes para entender o perfil dos fraudadores, as motivações e as formas de prevenção.

Perfil dos fraudadores e ambientes mais vulneráveis

Segundo as pesquisas, a maioria dos envolvidos em fraudes corporativas tem entre 26 e 45 anos, com 87% sendo homens. Cerca de 49% possuem em torno de cinco anos de empresa, o que indica um conhecimento suficiente das vulnerabilidades internas para explorar oportunidades ilícitas. Os cargos variam desde funções de coordenação até posições de alta liderança, como CEOs, mostrando que a fraude pode ocorrer em qualquer nível hierárquico.

As áreas mais afetadas são finanças, compras, operações, vendas e recursos humanos, com destaque para finanças e compras, onde desvios financeiros e favorecimento de fornecedores são mais comuns. Em operações, atrasos e manipulação de entregas podem ser usados para obter vantagens pessoais. No setor de vendas, a legislação anticorrupção brasileira alerta para riscos de fraudes que podem envolver tanto a empresa quanto seus clientes, especialmente em negociações que envolvem comissões elevadas.

Motivações e exemplos de fraudes: A principal motivação para a prática de fraudes é o ganho financeiro, representando 73% dos casos. As fraudes podem variar desde pequenos favores, como almoços ou viagens oferecidos a funcionários para favorecer determinados fornecedores, até grandes esquemas envolvendo milhões de reais ou dólares, como o escândalo da empresa americana Enron, amplamente divulgado na mídia.

Em empresas familiares, a confiança construída ao longo do tempo pode reduzir a vigilância, facilitando a ocorrência de fraudes. Mudanças nas circunstâncias pessoais dos funcionários, como dificuldades financeiras inesperadas, também podem levar a comportamentos ilícitos.

Formas de prevenção e controle: Para combater fraudes, as empresas devem investir em controles internos rigorosos, auditorias frequentes e programas de compliance que estabeleçam regras claras e monitoramento constante. É fundamental que as funções sejam segregadas para evitar que uma mesma pessoa tenha controle total sobre processos críticos, reduzindo riscos de manipulação.

O treinamento dos funcionários para identificar sinais de fraude e a análise de dados financeiros para detectar oscilações incomuns são medidas importantes. Além disso, a observação de comportamentos suspeitos, como mudanças abruptas no padrão de vida dos colaboradores, pode ajudar na identificação precoce de irregularidades.

Informações adicionais

As fraudes corporativas representam um desafio constante e exigem uma cultura organizacional pautada na ética e transparência. A atuação conjunta das lideranças, equipes de recursos humanos e setores de auditoria é essencial para minimizar riscos e garantir a integridade dos negócios.

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