Sobre os riscos e o que isso pode desencadear nos jovens, ouça a psicóloga Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’
A ansiedade na infância é um problema crescente, com um aumento considerável de casos após a pandemia. Crianças, mesmo pequenas, podem apresentar crises de ansiedade complexas e graves, muitas vezes sem conseguir expressar o que sentem. É crucial que pais e responsáveis estejam atentos aos sinais e sintomas.
Sinais e Sintomas da Ansiedade Infantil
Crianças ansiosas frequentemente demonstram medo intenso e desmedido, como medo de piscina (mesmo sabendo nadar), medo de ficar sozinhas (dificuldade em dormir sozinhas, mesmo em idades mais avançadas), recusa em abandonar objetos de transição como chupeta ou mamadeira, e dificuldade em lidar com situações cotidianas, mesmo em ambientes familiares. Elas podem apresentar comportamentos de medo constante, retraimento social, timidez, agitação, irritabilidade, birras frequentes, problemas de sono (sono agitado, terror noturno, sonilóquio, bruxismo, pesadelos), roer unhas, mexer excessivamente no cabelo ou até arrancá-lo (em casos mais graves), além de dificuldades de aprendizagem e concentração. Dores físicas recorrentes, como dores de cabeça, de estômago e musculares também são comuns, pois a criança muitas vezes somatiza a ansiedade.
Como Identificar a Ansiedade em Crianças
A manifestação da ansiedade varia: algumas crianças se tornam retraídas e tímidas, enquanto outras ficam agitadas e irritáveis. Observe se a criança evita atividades em grupo, se esconde atrás dos pais em ambientes novos, mesmo com pessoas conhecidas, ou apresenta dificuldades de interação social. A dificuldade de concentração e atenção, atrasos na alfabetização e problemas de aprendizagem também podem ser indicadores de ansiedade. Preste atenção em detalhes como o estado do lençol ao acordar (bagunçado, indicando sono agitado), e a frequência de queixas de dores físicas.
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A ansiedade infantil, se não tratada, pode ter impactos negativos a longo prazo, aumentando a probabilidade de desenvolver transtornos depressivos na vida adulta. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos sinais e, diante de qualquer suspeita, procurar ajuda profissional de um psicólogo infantil. A intervenção precoce é fundamental para garantir o bem-estar emocional da criança.