Diretor do Grupo São Lucas analisa números de pacientes nos hospitais e a situação da Covid-19 em Ribeirão Preto
O aumento nas internações por Covid-19 em Ribeirão Preto acendeu um sinal de alerta. A taxa de ocupação de leitos de UTI chegou a 82%, com 192 pacientes em estado grave em hospitais públicos e privados. Embora o número total de leitos seja menor que no início do ano (328, contra os atuais 232), houve um aumento de 10% nas internações na última semana (de 174 para 192 pacientes).
Rede Particular: Tendência Preocupante
A rede particular de hospitais também registra crescimento. Na rede São Lucas, o número de internações por Covid-19 saltou de 18 para 25 entre 31 de julho e o dia da entrevista, um aumento de 38%. Essa tendência preocupa médicos e moradores, que temem uma terceira onda da pandemia.
Análise dos Indicadores e Reabilitação de Leitos
O presidente do grupo São Lucas, Pedro Palos, destaca a importância de analisar o número absoluto de pacientes internados, e não apenas a taxa de ocupação, devido à redução no número total de leitos exclusivos para Covid-19. Apesar do aumento de cerca de 10% a 12% nas internações nos últimos 10 dias, Palos afirma que não é um novo surto, mas um alerta para que as pessoas mantenham os cuidados de higiene e distanciamento. Ele ressalta o alto nível de vacinação na cidade (50% da população com pelo menos uma dose), que oferece um nível de proteção significativo, mas não garante imunidade total.
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A rede São Lucas adaptou sua estrutura durante a pandemia, utilizando o Hospital Liberan integralmente para pacientes com Covid-19 quando necessário. A flexibilidade da estrutura permite a rápida mobilização e desmobilização de leitos, conforme a demanda. A equipe médica também se mantém preparada para lidar com um possível aumento de casos, com profissionais e leitos disponíveis para serem redirecionados conforme necessário.
Prevenção e Conscientização
Palos enfatiza os perigos da falsa sensação de segurança proporcionada pela vacinação. Ele lembra que a eficácia das vacinas varia entre 50% e 80%, e que a vacinação não garante imunidade total. A manutenção de cuidados como o uso de máscaras (mesmo em ambientes abertos), higiene das mãos e distanciamento social continua essencial para evitar a propagação do vírus. A conscientização da população sobre a importância da vacinação completa e da manutenção das medidas de prevenção é crucial para evitar um novo aumento de casos e sobrecarregar o sistema de saúde.



