Aumento nas internações por Covid-19 tem colapsado o sistema de saúde em várias regiões do país; variante do vírus preocupa
Uma pesquisa recente do sindicato dos hospitais de São Paulo expôs a preocupante alta nas internações por Covid-19, afetando inclusive Ribeirão Preto. O estudo, realizado com 80 hospitais privados, revelou que 81% apresentam taxas de ocupação de UTI entre 80% e 100%.
Aumento de Internações e Abertura de Novos Leitos
Em entrevista à CBN, o presidente do sindicato dos hospitais particulares, Iússef Alimere Jr., explicou a situação. Embora a abertura de novos leitos não seja a solução ideal, é uma medida emergencial diante da gravidade da situação. Os hospitais contam com um estoque de 205 leitos, além da possibilidade de adaptar leitos de enfermaria para UTI em caso de necessidade. A preocupação se estende a todo o Brasil, com uma curva de ascensão contínua de casos, diferente do que ocorreu na primeira onda, onde o pico se concentrou em regiões específicas antes de se espalhar.
Cenário Atual e Perspectivas Futuras
Com a taxa de ocupação de UTI em Ribeirão Preto na casa dos 84%, o monitoramento diário é crucial. A estratégia é estar preparado para ativar novos leitos caso a ocupação ultrapasse 90%, evitando filas de espera como as observadas em outras capitais. A situação é agravada pelo comportamento da população, com eventos como festas em larga escala contribuindo para o aumento de casos. A falta de empatia e a ausência de uma mensagem clara por parte do governo federal também são apontadas como fatores que contribuem para o cenário atual.
Leia também
Impacto Financeiro e Internações Prolongadas
O cancelamento de atendimentos eletivos, necessário para lidar com a demanda de Covid-19, impacta negativamente as finanças dos hospitais. A segunda onda também apresenta internações em UTI mais longas (15 a 18 dias, contra 10 a 12 dias na primeira onda), agravando a superlotação. Essa situação resulta em prejuízos financeiros e comprometimento do atendimento a outras condições de saúde. Um ano de pandemia trouxe mudanças significativas, exigindo aprendizado e adaptação contínua, enquanto a população precisa colaborar para conter a disseminação do vírus.



