Segundo Rodrigo Stabeli, produtoras de vacina devem entregar relatório conciso para que Agência possa regularizar distribuição
O governo federal lançou o Plano de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, ainda sem datas definidas para início e fim. A principal novidade foi o anúncio de que toda a produção do Instituto Butantan será comprada para distribuição pelo Programa Nacional de Imunização, incluindo a Coronavac.
Vacinação: um plano nacional
O plano prevê a distribuição gratuita da vacina em postos de saúde, com o governo federal responsável pela entrega do material aos estados, e estes pela logística de distribuição aos municípios. Todos os estados serão tratados de forma igualitária e proporcional. O governo também planeja uma campanha publicitária incentivando cuidados preventivos e o uso do aplicativo ConectSUS para acompanhamento da vacinação.
Aprovação da Anvisa e Termo de Consentimento
A Anvisa possui dois ritos de aprovação: o registro definitivo e o registro emergencial. As vacinas aprovadas em caráter emergencial exigirão um termo de consentimento, informando o cidadão de que a vacina não passou pelo processo tradicional de aprovação. O governo estima cinco dias entre a aprovação pela Anvisa e o início da vacinação nos municípios.
Desafios e Polêmicas
A inclusão da Coronavac no plano pode alterar o calendário de vacinação estadual anunciado por São Paulo. A falta de registro ou pedido de aprovação emergencial para qualquer vacina no Brasil, inclusive a Coronavac, ainda representa um desafio. A exigência do termo de consentimento para vacinas aprovadas em caráter emergencial gerou polêmica, sendo comparada à situação da cloroquina. O ano de 2021 será desafiador, pois a vacinação em larga escala, com duas doses por pessoa, em um país continental como o Brasil, exigirá uma estratégia bem consolidada e a conscientização da população de que a imunização será um processo contínuo durante o ano.



