Empresários que atuam no local afirmam que a Prefeitura havia prometido colocar vagas rotativas (Área Azul) na via
A Avenida Dom Pedro I, em Ribeirão Preto, passou por mudanças significativas no trânsito a partir de hoje. Com a entrega de um corredor exclusivo para ônibus com quase 6 km de extensão, o estacionamento nas duas pistas da via foi proibido. A medida abrange as Avenidas Fabio Barreto, Marechal Costa Silva, Capitão Salomão e Luiz Galvão César, até a rotatória Varantes no bairro Planalto Verde.
Impacto nos Comerciantes
A proibição do estacionamento gerou preocupação entre comerciantes da região. Eles alegam que a medida causará prejuízos e lembram de uma promessa de estacionamento rotativo feita pelo prefeito em 2020. A proposta era de um sistema que permitiria o estacionamento em horários fora de pico (7h às 9h e 18h às 19h). Os comerciantes argumentam que a falta de vagas suficientes nas ruas adjacentes impactará negativamente seus negócios, uma vez que as vagas já são ocupadas pelos funcionários das empresas da região. A prefeitura, por sua vez, afirma que haverá um prazo de 15 dias para adaptação, período em que não haverá fiscalização.
Propostas de Soluções
Diante das reclamações, o superintendente da Transerp, Marcelo Gali, pretende se reunir com a prefeitura para discutir possíveis alterações no sistema. A ideia é avaliar a possibilidade de flexibilizar a exclusividade do corredor, talvez implementando uma preferência para ônibus apenas em horários de pico. A SUCESCOM (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto) também se manifestou, propondo um estudo para melhorar o fluxo de trânsito nas ruas paralelas à Avenida Dom Pedro I (Ruas André Rebouças e Maranhão). As sugestões incluem a criação de zonas de carga e descarga, estacionamento unilateral e vagas rotativas (azuis), visando melhorar a fluidez do trânsito e atender às necessidades dos comerciantes e moradores.
Em resumo, a implantação do corredor exclusivo de ônibus na Avenida Dom Pedro I gerou controvérsias. Enquanto a prefeitura defende a medida como essencial para o transporte público, comerciantes e moradores temem impactos negativos em seus negócios e na mobilidade da região. Um período de adaptação de 15 dias foi concedido, e negociações estão em andamento para buscar soluções que minimizem os inconvenientes causados pela mudança.



