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Não imaginou que tivesse uma regra, diz síndico sobre obra que danificou estrutura de condomínio

Ao menos 60 pessoas precisaram deixar seus apartamentos após a instalação de um ar-condicionado em um prédio em Sertãozinho
Não imaginou que tivesse uma regra
Ao menos 60 pessoas precisaram deixar seus apartamentos após a instalação de um ar-condicionado em um prédio em Sertãozinho

Ao menos 60 pessoas precisaram deixar seus apartamentos após a instalação de um ar-condicionado em um prédio em Sertãozinho

Cerca de 80 moradores do condomínio residencial de Sertãozinho, localizado no Jardim Santa Marta, na zona norte, precisaram deixar os apartamentos às pressas após a administração identificar risco de desabamento em um dos blocos.

Vistoria técnica e origem do problema

O síndico, Leonardo Utir, informou que a deterioração da estrutura foi provocada por obras realizadas para a instalação de um aparelho de ar‑condicionado. Segundo ele, o pedreiro contratado fez cortes nas paredes sem que a moradora responsável tivesse sido orientada sobre regras específicas para intervenções desse tipo.

“Ela não imaginou que precisasse observar uma regra especial para isso. A atitude foi como a de alguém que mora em uma casa e resolve fazer obra por conta própria: chama o pedreiro e começa a quebrar”, explicou Utir, que ressaltou a colaboração da moradora desde a descoberta do problema.

Laudo do engenheiro e medidas adotadas

O condomínio contratou o engenheiro civil Gustavo Guarino para avaliar os danos. Ele constatou que foram embutidas tubulações de gás, do ar‑condicionado, de dreno e instalações elétricas, e que cerca de 75% das paredes do apartamento apresentaram cortes transversais horizontais, comprometendo a resistência dos elementos estruturais.

“Antes de qualquer reforma, é preciso avaliar os riscos. Contrate um engenheiro experiente para orientar a intervenção e evitar gastos e danos adicionais”, alertou o profissional.

A Defesa Civil de Sertãozinho foi acionada e realizou vistoria técnica. O secretário de Obras Públicas e Mobilidade Urbana, Fabiano Trigo, afirmou que a equipe entendeu ser necessária a desocupação total do bloco comprometido. No total, o condomínio tem 544 apartamentos; às famílias diretamente afetadas foi oferecida, em caráter temporário, a utilização do salão de festas enquanto se define uma solução.

A administração municipal e o condomínio seguem acompanhando o caso para determinar as providências estruturais e o encaminhamento das cerca de 80 famílias que tiveram de deixar seus lares.

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