Quem analisa o longa do premiado cineasta Jordan Peele é o crítico Marcos de Castro na coluna ‘Cinema’
Uma nova experiência de terror
“Não, Não Olhe” chega aos cinemas brasileiros trazendo uma experiência cinematográfica única, que mistura terror, comédia e suspense de forma inusitada. O filme, dirigido por Jordan Peele, já está sendo comparado aos seus trabalhos anteriores, “Corra” e “Nós”, mas com um toque ainda mais maduro e perturbador.
Mistério e angústia na fazenda
A trama se desenvolve em uma fazenda onde o patriarca da família morre de forma estranha após ser atingido por um objeto de uma aeronave. Seus filhos precisam lidar com as dívidas e o futuro incerto do negócio familiar, mas logo descobrem um mistério ainda maior: a presença de um disco voador sobre a propriedade. Essa descoberta desencadeia uma série de eventos angustiantes, repletos de suspense e comédia.
Referência aos clássicos e um toque de originalidade
O filme faz referência a clássicos do cinema de ficção científica e terror dos anos 80, mas com uma abordagem moderna e original. A direção de Jordan Peele consegue equilibrar o terror psicológico com momentos de humor negro, criando uma atmosfera única que prende a atenção do espectador do início ao fim. A crítica social, presente em seus trabalhos anteriores, também está presente em “Não, Não Olhe”, abordando o racismo de forma sutil, mas impactante.
Em resumo, “Não, Não Olhe” é uma experiência cinematográfica que vale a pena ser conferida. A mistura de gêneros, a trama instigante e a direção impecável de Jordan Peele resultam em um filme que certamente ficará na memória do público. Prepare-se para uma montanha-russa de emoções, mistério e suspense, com doses de humor negro que tornam a experiência ainda mais inesquecível.



