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Não sentir que é merecedor das próprias conquistas pode ser um sinal da “Síndrome do Impostor”

Danielle Zeoti comenta esta condição em que a pessoa não se sente digna de conquistas que alcançam ou até mesmo elogios
Síndrome do Impostor
Danielle Zeoti comenta esta condição em que a pessoa não se sente digna de conquistas que alcançam ou até mesmo elogios

Danielle Zeoti comenta esta condição em que a pessoa não se sente digna de conquistas que alcançam ou até mesmo elogios

Neste sábado, a psicóloga Daniela Zeote abordou um tema relevante no programa CBN Comportamento: a síndrome do impostor. Apesar de não ser um diagnóstico formal (como consta no CID-11 e DSM-5, que utilizam o termo “transtorno” em vez de “síndrome”), a síndrome do impostor é uma condição amplamente reconhecida.

Sintomas da Síndrome do Impostor

A síndrome do impostor se caracteriza pela sensação de incapacidade e falta de merecimento, mesmo diante de grandes conquistas. Indivíduos bem-sucedidos podem se sentir como fraudes, com medo constante de serem expostos. Outras características incluem dificuldade em aceitar elogios, atribuição do sucesso à sorte, perfeccionismo excessivo, comparação constante com outros, ansiedade, estresse, e medo de falhar. Celebridades como Bruna Marquezine e Tom Hanks já admitiram publicamente sofrer com essa condição.

Consequências e Tratamento

A síndrome do impostor pode levar à autossabotagem, perda de prazos, atrasos, e até mesmo à paralisia profissional. A angústia constante aumenta a suscetibilidade a transtornos de ansiedade e depressão. O tratamento recomendado é a psicoterapia, que auxilia na compreensão da origem dessa sensação de falsidade e na redução da autoexigência. Em alguns casos, medicações como antidepressivos ou ansiolíticos podem ser indicadas. A psicóloga destacou a importância de buscar ajuda profissional, pois o alívio é rápido e eficaz, especialmente com a psicoterapia.

A síndrome do impostor, muitas vezes silenciosa, afeta pessoas bem-sucedidas que podem se isolar por medo de serem descobertas. É crucial reconhecer que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem para enfrentar uma condição tratável e melhorar a qualidade de vida. A busca por apoio profissional é fundamental para superar a síndrome e viver uma vida mais plena e espontânea.

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