Vitor Engracia afirma que estudo não é motivo para pânico, pois a eficácia do imunizante é suficiente para controlar o vírus
Neste artigo, discutimos um estudo sobre a predominância de variantes do novo coronavírus em Ribeirão Preto e cidades vizinhas, com informações do pesquisador Vitor Ingrácia, do Instituto Adolfo Lutz.
Variantes em Destaque: P1, P1.2 e P2
A variante P1 (agora Gama), originária de Manaus, causou preocupação em Ribeirão Preto devido à alta transmissibilidade e agressividade. A P1.2, derivada da P1, mostra crescimento significativo em Piracicaba (22% das amostras), alertando para um possível aumento semelhante ao observado com a P1 no início do ano. A P2, identificada inicialmente no Rio de Janeiro, também apresenta alta transmissibilidade, porém com agressividade menor que a P1.
Eficácia das Vacinas
As vacinas disponíveis (Coronavac, AstraZeneca e Pfizer) são eficazes contra as variantes, embora a eficácia da Coronavac possa ser reduzida contra a P1. A Pfizer demonstra maior eficácia em estudos, seguida pela AstraZeneca e Coronavac. É crucial ressaltar que todas as vacinas aprovadas pela Anvisa oferecem proteção significativa e a escolha não deve ser baseada em percepções individuais, mas na disponibilidade.
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Situação em Ribeirão Preto e Taxa de Contágio
Em Ribeirão Preto, a P1 continua predominante, com a P2 em segundo lugar. O surgimento da P1.2 e a variante Delta exigem monitoramento constante. A taxa de contágio, embora tenha diminuído de 1,45 para 1,32, permanece alta, indicando risco de aumento de casos. A alta taxa de vacinação (quase metade da população adulta com pelo menos uma dose) não resultou em queda imediata de internações, devido ao tempo necessário para a imunização completa, exposição ao vírus antes e entre as doses, e a persistência de aglomerações sem medidas preventivas.
Apesar da alta taxa de vacinação em Ribeirão Preto, a combinação de fatores como o tempo necessário para a imunização completa, exposição prévia e entre doses, e o relaxamento das medidas preventivas contribui para a manutenção de altos números de internações. A vacina contra a gripe pode oferecer alguma proteção adicional, mas não substitui a vacina contra a Covid-19. A situação exige vigilância e a manutenção de medidas preventivas.



