Segundo Rodrigo Stabeli as medidas sanitárias devem continuar mesmo com o avanço da imunização
Nesta quarta-feira, analisamos a situação do coronavírus em Ribeirão Preto. A taxa de ocupação de UTIs, um indicador crucial da pressão sobre o sistema de saúde, caiu significativamente. Em junho, a ocupação era de 95%, com 310 internados em estado grave. Hoje, são 260 internados em 323 leitos, resultando em uma taxa de ocupação de 80%.
A influência da vacinação
A queda na taxa de ocupação de UTIs está diretamente relacionada à vacinação. A maioria dos internados anteriormente estava na faixa etária acima de 70 anos, grupo que atrásra apresenta maior proteção. Apesar disso, é importante ressaltar que a vacina, embora proteja contra formas graves da doença e óbito, não impede totalmente a transmissão do vírus.
Novas variantes e o risco de escape vacinal
A presença de variantes como a Delta e a Gama (P1) em São Paulo aumenta a preocupação com um possível escape vacinal. A velocidade de mutação do vírus e a lentidão da vacinação criam um cenário propício para a seleção de variantes resistentes às vacinas. A falta de imunização completa (com as duas doses) também contribui para esse risco, pois o vírus pode se reorganizar durante o combate imunológico, gerando novas linhagens.
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Vigilância genômica e os desafios para o futuro
A variante Lambda, predominante em países vizinhos como Peru, Chile e Argentina, representa um alerta adicional. A fragilidade da vigilância genômica no Brasil dificulta o monitoramento da entrada de novas variantes. A falta de investimento em pesquisa e vigilância nos deixa vulneráveis a novas ondas de infecção e a possíveis novas pandemias. Aumentar os investimentos em saúde, ciência e vigilância genômica é crucial para combater eficazmente a pandemia e prevenir futuras crises sanitárias. O uso contínuo de máscaras e o distanciamento físico permanecem medidas importantes para a proteção individual e coletiva, independentemente do avanço da vacinação.


