Período que marca a passagem de Jesus Cristo sendo tentado pelo demônio no deserto é um dos mais temidos por alguns religiosos
A Quaresma, período religioso da Igreja Católica, é cercada por diversas superstições populares no Brasil. Muitas pessoas acreditam em crenças e práticas tradicionais, transmitidas ao longo de gerações, que atribuem significados sobrenaturais a este período.
Superstições e Crendices Populares
De acordo com relatos colhidos pela jornalista Flávia Santucci, algumas superstições comuns incluem a proibição de lavar o cabelo, espiar pela janela, bater à porta ou receber visitas após o pôr do sol. Um historiador consultado explicou que essa forte adesão a crenças populares é mais comum em cidades menores do interior, onde as tradições ancestrais são mais preservadas e transmitidas de geração em geração. Essas superstições, muitas vezes, são ligadas a lendas folclóricas brasileiras, com origens na própria Quaresma.
A Perspectiva da Igreja Católica
Contrariando as superstições, o padre Anderson Xavier esclareceu que tais crenças não possuem embasamento bíblico. A Quaresma, segundo a Igreja Católica, é um período de penitência e abstinência, focado em três pilares: jejum, esmola e oração. Estas práticas, sim, possuem fundamento religioso e são incentivadas durante a Quaresma.
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Reflexões e Tradições Familiares
A reportagem também destaca exemplos de tradições familiares relacionadas à Quaresma, como a recusa de um pai em fazer a barba na Sexta-Feira Santa. Histórias como essa demonstram como as crenças e superstições se perpetuam através das famílias, mesmo que sua origem e significado religioso sejam questionados. A Quaresma, portanto, se apresenta como um período rico em tradições, misturando fé, superstições e costumes populares, transmitidos através das gerações.



