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Não vejo efetividade para maioria das cidades, comenta Pesquisador da Fiocruz sobre fase vermelha no fim de ano

Governo de São Paulo determinou, nesta terça (22), que estado adote medidas restritivas durante os dias 25 a 27/12 e 31 a 03/01
fase vermelha fim de ano
Governo de São Paulo determinou, nesta terça (22), que estado adote medidas restritivas durante os dias 25 a 27/12 e 31 a 03/01

Governo de São Paulo determinou, nesta terça (22), que estado adote medidas restritivas durante os dias 25 a 27/12 e 31 a 03/01

O período natalino de 2020 foi marcado por um dilema: a preocupação com o aumento de casos de COVID-19 e a necessidade de evitar aglomerações contrastavam com a situação dos comerciantes, que buscavam minimizar os impactos financeiros após um ano difícil. A decisão do governo paulista de decretar quarentena vermelha nos dias de Natal e Ano Novo gerou debates acalorados.

A Efetividade das Medidas Restritivas

Em entrevista à CBN, o pesquisador titular da Fiocruz, Dr. Rodrigo, analisou a situação. Segundo ele, medidas restritivas curtas só são eficazes quando o foco da infecção é conhecido. No caso de São Paulo, com a infecção disseminada, medidas mais prolongadas, combinadas com rastreamento de contatos, testagem em massa e comunicação clara à população, seriam necessárias. O Dr. Rodrigo destacou a falta de comunicação prévia como um fator que comprometeu a efetividade das medidas, surpreendendo a população e os comerciantes, que não tiveram tempo para se preparar.

Impacto Econômico e a Necessidade de Planejamento

A imposição repentina de restrições gerou impactos negativos na economia, especialmente para bares, restaurantes e hotéis. Representantes de sindicatos reclamaram da falta de aviso prévio, que poderia ter permitido uma melhor organização e minimização dos prejuízos. O prefeito de Ribeirão Preto, consultado pelo Dr. Rodrigo, também expressou preocupação com a curta duração das medidas, considerando a densidade populacional da região. O Dr. Rodrigo enfatizou que a manutenção do comportamento negligente em relação à pandemia levaria a medidas restritivas mais severas no futuro, com o risco de sobrecarregar o sistema de saúde.

Vacinação e o Futuro

A entrevista abordou também a expectativa em torno da vacina Coronavac. O Dr. Rodrigo destacou a aprovação das boas práticas de fabricação pela Anvisa como uma boa notícia, indicando a segurança do processo de produção. Ele enfatizou a importância da divulgação da eficácia da vacina e a expectativa de que o Instituto Butantan solicite o registro definitivo, reforçando a segurança e eficácia do imunizante. A respeito da duração da imunização, o Dr. Rodrigo explicou que ainda não se sabe ao certo quanto tempo a vacina protegerá, mas que, considerando a menor variabilidade do coronavírus em comparação com o vírus da gripe, é possível que a cobertura vacinal seja maior. A mensagem final foi a importância de um Natal consciente, com encontros apenas com o grupo familiar próximo, para garantir a saúde e a possibilidade de celebrar outros natais no futuro.

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