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Nas Olímpiadas muitas músicas são tocadas, mas com certeza os hinos nacionais são os destaques!

Osório Christovam fala sobre essas músicas, que além de bonitas, remontam as histórias dos países; ouça o 'Sala de Música'
hinos nacionais
Osório Christovam fala sobre essas músicas, que além de bonitas, remontam as histórias dos países; ouça o 'Sala de Música'

Osório Christovam fala sobre essas músicas, que além de bonitas, remontam as histórias dos países; ouça o ‘Sala de Música’

Nesta edição da Sala de Música, exploramos os hinos nacionais de diferentes países, focando em suas histórias e origens. Com a ajuda do Osório Cristóvão, mergulhamos em detalhes fascinantes sobre três hinos icônicos: a Marselhesa, o Star-Spangled Banner e o Il Canto degli Italiani.

A Marselhesa: Um Hino Revolucionário

Originária da França, a Marselhesa, composta em 1792 por Claude Joseph Rouget de Lisle, nasceu em meio à guerra contra a Áustria. Inicialmente intitulada “Canção de Guerra para o Exército do Reno”, sua melodia cativante rapidamente se espalhou, tornando-se símbolo da Revolução Francesa e inspirando compositores como os Beatles, que incorporaram elementos da melodia em sua música “All You Need Is Love”.

Star-Spangled Banner: Um Hino de Resistência

O hino nacional dos Estados Unidos, o Star-Spangled Banner, tem origem em um poema escrito por Francis Scott Key em 1814, durante a Guerra de 1812. Inspirado pela bandeira americana resistindo ao bombardeio britânico, o poema foi adaptado à melodia de uma canção britânica, tornando-se um símbolo de patriotismo e resistência. Uma característica interessante é a liberdade de arranjos e interpretações que o hino recebe nos eventos esportivos americanos, permitindo inclusive expressões de crítica social, como visto em protestos contra o racismo.

Il Canto degli Italiani: Um Hino Republicano

O hino nacional da Itália, Il Canto degli Italiani (Canção dos Italianos), foi escrito por Goffredo Mameli e musicado por Michele Novaro em 1847. Sua história é marcada por uma curiosa trajetória, inicialmente popular durante o processo de unificação italiana, mas com conotações republicanas que o colocaram em contraponto à monarquia. Somente após a Segunda Guerra Mundial, com a proclamação da República Italiana, em 1946, o hino foi oficialmente adotado, ganhando status jurídico definitivo apenas em 2017.

A conversa com Osório Cristóvão revelou peculiaridades interessantes sobre a composição e a história de cada hino, destacando a influência de padrões rítmicos militares do século XVII em suas melodias e a simbologia de ordem, disciplina e poder associada a esses padrões. A discussão também abordou a evolução do Hino Nacional Brasileiro, desde sua composição em 1831 até a adoção da letra oficial em 1922, e sua primeira transmissão via rádio, marcando um momento histórico no país.

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