João Túbero e Leandro Zago recordam campanha do Botafogo-Sp no Paulistão, montagem do elenco e perfil dos jogadores
O programa Nas Quatro Linhas, da CBN, recebeu Leandro Zago, treinador de futebol, para discutir temas contemporâneos do esporte. Zago, com vasta experiência em clubes brasileiros como Corinthians, Palmeiras e Atlético Mineiro, compartilhou sua visão sobre a formação de elencos e as diferentes culturas de jogo em diversas competições.
Formação de Elenco no Botafogo de Ribeirão Preto
Zago detalhou sua estratégia na montagem do elenco do Botafogo de Ribeirão Preto em 2022. Em vez de contratar grandes estrelas da Série B, o clube optou por jogadores com potencial de crescimento e perfil físico adequado à intensa agenda de jogos do Paulistão. A busca priorizou atletas com boa dinâmica física, velocidade e agressividade, capazes de competir em alto nível mesmo com uma folha salarial menor.
Adaptação à Cultura de Cada Competição
O treinador abordou a questão da adaptação a diferentes culturas de jogo, observando que a Série D, por exemplo, exige um estilo mais físico e briga pela bola, enquanto competições de maior nível permitem um jogo mais elaborado. Zago destacou a necessidade de o treinador adaptar sua estratégia e o perfil do elenco à realidade de cada campeonato, considerando as condições de jogo e as características dos adversários.
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Montagem de Elenco: Versatilidade ou Identidade?
Zago refletiu sobre a melhor abordagem na formação de um elenco: priorizar a versatilidade para se adaptar a diferentes estilos de jogo ou buscar uma identidade de jogo mais definida. Ele argumentou que, no contexto brasileiro, a versatilidade é mais adequada, dada a falta de uma identidade de jogo culturalmente consolidada em muitos clubes. A escolha de jogadores na faixa etária ideal (25 a 31 anos) para otimizar o desempenho e a ambição também foi enfatizada, alertando para o desequilíbrio gerado por times com muitos jogadores muito jovens ou muito velhos.
A entrevista finalizou com uma discussão sobre a influência do mercado de transferências no futebol, com Zago destacando a priorização, muitas vezes equivocada, dos aspectos econômicos e políticos sobre o técnico, e a tendência de supervalorizar o potencial de jogadores jovens em detrimento de sua performance real.