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Nas Quatro Linhas recebe autor do Glossário do Futebol Brasileiro

Túbero entrevista Carlos Thiengo para um debate sobre currículo formativo dos jogadores, além da pesquisa que usou a Ferroviária
Glossário Futebol Brasileiro
Túbero entrevista Carlos Thiengo para um debate sobre currículo formativo dos jogadores, além da pesquisa que usou a Ferroviária

Túbero entrevista Carlos Thiengo para um debate sobre currículo formativo dos jogadores, além da pesquisa que usou a Ferroviária

A CBN Nas Quatro Linhas recebeu Carlos Tiango, doutor em Educação Física pela Unicamp e mestre em Ciências da Motricidade pela Unesp, para discutir a formação de atletas de alto rendimento. Tiango, que teve a Ferroviária como objeto de estudo em seu doutorado, trouxe importantes reflexões sobre o tema.

Formação de atletas: a interseção entre esporte e sociedade

A pesquisa de Tiango na Ferroviária investigou a construção do currículo formativo dos atletas, analisando a intersecção entre as dimensões esportivas (estratégia, tática, técnica e física) e as dimensões psicológicas, históricas, sociais e culturais. Ele destaca a forte ligação da Ferroviária com a história social de Araraquara, influenciada pela imigração italiana e pela cultura religiosa da região, valores que permeiam a formação dos atletas.

A brasilidade no futebol: Jinga e a tensão entre globalização e identidade

Tiango, criador da proposta pedagógica Ginga: Futebol com Alegria, discute a tensão entre a globalização do futebol e a preservação das características culturais do jogo brasileiro. Ele argumenta que, apesar da busca por um modelo de jogo globalizado, a identidade cultural dos jogadores, enraizada em suas experiências sociais e históricas, permanece fundamental para o desempenho em campo. A discussão aborda a importância do reconhecimento da própria identidade cultural brasileira para o fortalecimento da equipe e o sucesso no esporte.

O protagonismo do jogador e a formação de treinadores

O programa também debate a importância do protagonismo do jogador na tomada de decisões em campo, questionando se o foco excessivo nas ideias dos treinadores tem diminuído a autonomia dos atletas. Tiango compara o papel do treinador ao de um “mestre de bateria”, que harmoniza os talentos individuais, em vez de um “maestro” que controla todos os aspectos do jogo. Ele destaca a tradição coletiva do futebol brasileiro, construída a partir da participação de diversas pessoas no desenvolvimento de um atleta e a importância de valorizar a diversidade cultural presente no esporte.

A conversa finaliza com uma reflexão sobre a formação de atletas e a influência de modelos de jogo específicos. Tiango argumenta pela necessidade de um currículo formativo que permita o desenvolvimento completo do jogador, sem restringir sua capacidade de adaptação a diferentes contextos. A diversidade de estilos e abordagens, como demonstrado na Copa do Mundo, é vista como um elemento fundamental para o sucesso e a beleza do jogo.

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