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Nas Quatro Linhas sobre Copa do Mundo

João Túbero recebe vários convidados para uma conversa sobre a primeira rodada da Copa do Mundo
Copa do Mundo
João Túbero recebe vários convidados para uma conversa sobre a primeira rodada da Copa do Mundo

João Túbero recebe vários convidados para uma conversa sobre a primeira rodada da Copa do Mundo

Neste sábado, o programa Nas Quatro Linhas da CBN adotou um novo formato para discutir a Copa do Mundo. Ao invés de um convidado, o programa reuniu diferentes especialistas para analisar a primeira rodada do Mundial.

Métricas da Copa: Posse de Bola e xG

O programa começou abordando duas métricas importantes: a posse de bola em disputa (criada pela FIFA) e o xG (expected goals, ou gols esperados). Felipe Bonioli, analista de desempenho da Ferroviária, explicou que a posse de bola em disputa oferece uma medida mais precisa da posse de bola, auxiliando as equipes a entenderem melhor seu tempo de jogo e a desenvolverem estratégias de treinamento mais eficazes. Quanto ao xG, Bonioli esclareceu que essa métrica indica a probabilidade de uma finalização resultar em gol, e que, embora um xG alto aumente as chances de gol, a efetividade na finalização também é crucial, como exemplificado pela Bélgica.

Análise da Primeira Rodada

Leandro Zago, treinador que comandou o Botafogo de Ribeirão Preto em 2022, comentou sobre a qualidade do jogo na primeira rodada, destacando que o nível parece superior ao das últimas Copas. Ele atribuiu isso a fatores como o calendário da Copa (no final do ano, permitindo maior descanso dos jogadores), a melhor organização tática das equipes, e o investimento em desenvolvimento técnico dos atletas. Zago também observou uma tendência das equipes a defenderem mais longe do seu gol e a pressionarem mais o adversário, em contraste com as Copas anteriores.

Seleções que Decepcionaram e Boas Surpresas

Rodrigo Santana, treinador que já comandou o Atlético Mineiro, analisou as derrotas surpreendentes da Argentina e da Alemanha. Ele destacou que, apesar da semelhança nos resultados, as partidas foram diferentes. A Argentina, segundo Santana, teve um grande volume de jogo, mas a Arábia Saudita soube se ajustar taticamente no segundo tempo, marcando mais alto e pressionando a Argentina com maior eficiência. Já no jogo da Alemanha, Santana observou um domínio da Alemanha, mas a falta de eficácia na finalização e algumas mudanças de jogadores no segundo tempo permitiram a virada do Japão. Gabriel Saíd, graduado em sociologia e mestrando em antropologia, analisou as seleções que, apesar de não vencerem, apresentaram bom futebol. Ele destacou a Tunísia, cujo jogo contra a Dinamarca se assemelhou mais a uma partida de basquete do que de handebol, devido à grande quantidade de finalizações. Saíd também analisou Marrocos e Canadá, elogiando a solidez defensiva de Marrocos e a dinâmica e adaptabilidade do Canadá.

A Vitória Brasileira

Por fim, Leandro Zago retornou para comentar sobre a vitória do Brasil sobre a Sérvia. Ele explicou como o Brasil, após um primeiro tempo mais difícil, conseguiu superar a forte defesa sérvia no segundo tempo, concentrando mais jogadores no meio-campo e atacando com mais jogadores próximos ao gol. Zago também elogiou a capacidade do Brasil em recuperar a bola rapidamente após as jogadas ofensivas, iniciando novos ataques com rapidez. O programa concluiu com uma breve menção à transmissão da partida entre França e Dinamarca.

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