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Nasce o quinto bebê com microcefalia em Ribeirão Preto

Moradora de Serrana, mãe estava entre as seis gestantes acompanhadas pelo HC Ribeirão por ter o vírus da Zika
microcefalia Ribeirão Preto
Moradora de Serrana, mãe estava entre as seis gestantes acompanhadas pelo HC Ribeirão por ter o vírus da Zika

Moradora de Serrana, mãe estava entre as seis gestantes acompanhadas pelo HC Ribeirão por ter o vírus da Zika

Ribeirão Preto registra o quinto caso de microcefalia associada ao Zika vírus. O bebê nasceu no Hospital das Clínicas, onde a prefeitura também investiga a possível relação entre a malformação e o vírus em um sexto caso.

Impacto da Microcefalia

A criança recém-nascida, moradora de Serrana, apresenta microcefalia de grau mediano a severo e será acompanhada pelo HC. Essa condição pode acarretar problemas significativos no desenvolvimento motor e cognitivo, incluindo deficiência de visão e audição, além de dificuldades de raciocínio. A mãe da criança fazia parte de um grupo de oito gestantes com bebês microcéfalos em acompanhamento no hospital.

Acompanhamento e Números Preocupantes

Atualmente, 142 grávidas infectadas pelo Aedes aegypti são monitoradas pela instituição. O ginecologista Geraldo Duarte alerta que esse número pode ser ainda maior, considerando um caso suspeito notificado pela prefeitura em maio e a fila de espera de mais de 100 pacientes para atendimento. Duarte enfatiza que a infecção no início da gravidez aumenta significativamente o risco de microcefalia, tornando o diagnóstico mais fácil, já que exames para detecção em estágios mais tardios da gestação ainda são limitados.

Estudos e Desafios

Desde fevereiro, a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, em colaboração com pesquisadores norte-americanos e latino-americanos, investiga a ligação entre microcefalia e a infecção por Zika durante a gravidez. Apesar dos esforços, o mecanismo pelo qual o vírus causa a doença nos bebês ainda é desconhecido, representando um grande desafio. Além do combate ao mosquito Aedes aegypti, o acompanhamento no HC é direcionado a gestantes com exantema confirmado por exames, em um fluxo coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde. Atualmente, 287 casos de gestantes com suspeita de Zika estão sob investigação.

Os números são preocupantes, conforme afirma a chefe da vigilância epidemiológica, Ana Lúcia Castro Silva, que garante o acompanhamento dos bebês até os três anos de idade. Um estudo internacional pioneiro, com suporte técnico e financeiro do governo dos Estados Unidos, avaliará mil grávidas de Ribeirão Preto e outras cidades brasileiras (Salvador, Recife e Rio de Janeiro) para determinar o impacto do Zika na gestação e as consequências para os bebês, especialmente em relação à microcefalia.

O cenário exige atenção contínua e esforços coordenados para mitigar os impactos do vírus Zika na saúde dos bebês e gestantes.

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