Advogada criminalista Mariana Nicoletti falou à CBN Ribeirão
Após a concessão de habeas corpus, Natália Ponte, mãe do menino Joaquim, deverá prestar um novo depoimento à polícia. A psicóloga deixou a cadeia de Franca em meio a grande expectativa e seu paradeiro atual é mantido em sigilo.
A Saída da Prisão e o Destino Incerto
Vinte e quatro horas após a decisão da justiça, Natália deixou a prisão de Franca. Investigadores da Delegacia de Investigações Gerais de Ribeirão Preto chegaram ao local com a ordem de soltura. Natália deixou a cadeia levando consigo livros e pertences, entrando em um carro da polícia sem fazer declarações. Manifestações ocorreram em frente à prisão.
O veículo, escoltado pela polícia civil, seguiu até o trevo de Franca, onde Natália embarcou no carro de seu pai, deixando o local em alta velocidade. Ela estava presa desde 10 de novembro, quando o corpo de Joaquim foi encontrado no Rio Pardo, em Barretos.
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O Depoimento e a Segurança de Natália
O delegado responsável pelo caso pretende ouvir Natália apenas uma vez após sua libertação. Seu advogado informou que, por questões de segurança, ela seguiu para um hotel no Rio Pardo, ao invés de retornar à casa de seus pais em São Joaquim da Barra. A saída da prisão foi marcada por protestos, com o lançamento de bombas na porta da cadeia.
A Vida na Prisão e o Isolamento
Durante os 31 dias em que esteve presa, Natália permaneceu isolada em uma cela para evitar conflitos com outras detentas. Inicialmente, ela teria sido ameaçada pelas prisioneiras, mas, com o tempo, conseguiu reverter a situação, conquistando a crença em sua inocência. O contato com as outras detentas era limitado a conversas através das grades.
Natália passava o tempo lendo livros e não teve o pedido de uma televisão atendido. A advogada criminalista Mariana Nicoletti comentou sobre a segurança de Natália em liberdade, destacando que a polícia pode oferecer escolta para protegê-la de possíveis ameaças.
A defesa de Natália alegou que ela possui trabalho e residência fixa, sendo primária. Caso mude de cidade ou estado, ela deverá comunicar o novo endereço às autoridades e comparecer a todos os atos aos quais for intimada.
A recente decisão judicial reacende o debate sobre a complexidade do caso e o futuro da acusada.



