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Nathália Garnica, envenenada com chumbinho, teve paralisia nas pernas antes de morrer

Nathália Garnica, envenenada com chumbinho, teve paralisia nas pernas antes de morrer
Nathália Garnica envenenada
Nathália Garnica, envenenada com chumbinho, teve paralisia nas pernas antes de morrer

Nathália Garnica, envenenada com chumbinho, teve paralisia nas pernas antes de morrer

O caso da veterinária Natália Garnica, que faleceu após suspeita de envenenamento por chumbinho, ganha novos contornos com o depoimento de uma amiga próxima. A mãe de Natália, Elizabeth Arrabassa, é a principal suspeita no caso, que segue sob investigação.

Paralisia e a Busca por Potássio

Uma amiga de Natália, que preferiu não se identificar, revelou à polícia um episódio preocupante ocorrido pouco antes da morte da veterinária. Segundo o relato, Natália repentinamente sofreu uma paralisia nas pernas, necessitando de atendimento médico de emergência. A testemunha mencionou que, na época, os médicos diagnosticaram a causa como falta de potássio, e Natália inclusive portava medicação para o caso de repetição dos sintomas.

A família de Natália confirmou que ela precisava fazer reposição de potássio, um mineral vital para o organismo, cuja deficiência pode levar a problemas de saúde, incluindo paralisia. Contudo, o toxicologista Daniel Dorta, da USP, alerta que o envenenamento por chumbinho também pode causar paralisia, levantando questionamentos sobre o período de possível exposição de Natália ao veneno.

A Procuração em Meio à Hospitalização

A amiga de Natália também trouxe à tona a informação de que Elizabeth Arrabassa teria solicitado à filha que assinasse uma procuração durante um período de hospitalização. A testemunha não soube precisar se a procuração chegou a ser finalizada. Essa revelação se junta a investigações anteriores que apontam que Elizabeth tentou obter uma procuração em nome de uma amiga de Pontal para receber dinheiro da vítima, o que reforça a suspeita de um plano premeditado.

O advogado de Elizabeth Arrabassa, Bruno Correia, afirma desconhecer os fatos relacionados à procuração e solicita ao Ministério Público que comprove as acusações contra sua cliente, que nega qualquer envolvimento com o envenenamento e as supostas crises de paralisia.

Laudo Negativo para Envenenamento do Animal de Estimação

Em meio às investigações, o Instituto Médico Legal de São Paulo informou que o laudo da cachorra Babi, que pertencia a Natália Garnica e também era suspeita de ter sido envenenada por Elizabeth, não apontou a presença de chumbinho. O laudo oficial sobre a morte do animal deve ser divulgado em breve.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte de Natália Garnica e determinar se o envenenamento foi a causa determinante, bem como o papel de Elizabeth Arrabassa nesse trágico evento.

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