Pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, ressalta a importância de ter um controle com a ‘porteira vacinal’
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que os países reconheçam todas as vacinas aprovadas pelo órgão, destacando os avanços contra a pandemia e a redução de internações e óbitos em países com alta cobertura vacinal. Entretanto, a desigualdade na distribuição de vacinas permanece, com países da África e da América do Sul e Central apresentando taxas de imunização muito baixas.
Vacinação global: um desafio coordenado
A falta de coordenação internacional na distribuição de vacinas agrava a situação. Enquanto alguns países apresentam taxas de vacinação acima de 60%, outros se encontram abaixo de 10%, aumentando o risco de novas variantes e ondas de contágio. A OMS enfatiza a necessidade de uma ação coordenada entre as nações para garantir a imunização global e evitar o prolongamento da pandemia.
Impacto da vacinação e desinformação
Apesar da redução de internações, ainda há um número significativo de pessoas em UTIs, muitas delas sem vacinação completa ou sem vacinação alguma. Dados apontam que 86% das mortes por Covid-19 são de pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto. A desinformação, disseminada por meio de redes sociais e até por figuras públicas, contribui para a baixa adesão à vacinação, prejudicando a saúde pública e a economia.
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A urgência da conscientização
A vacinação é fundamental não apenas para a proteção individual, mas também para a saúde coletiva e a recuperação econômica. A OMS e especialistas alertam para a gravidade da situação no Brasil, onde a desinformação e declarações irresponsáveis de autoridades impactaram negativamente a campanha de imunização e a economia. A conscientização da população e a coordenação internacional são cruciais para o fim da pandemia e a construção de um futuro mais saudável.



