Duas ações semelhantes pedem manutenção dos serviços essenciais; juíza de Ribeirão mandou documentos para o Tribunal de Justiça
A greve dos servidores municipais de Ribeirão Preto continua, após a negociação entre o sindicato e a prefeitura não apresentar avanços. A situação atrásra depende da Justiça, com ações da prefeitura e do Ministério Público pedindo a manutenção dos serviços essenciais.
Impasse Judicial
Duas ações semelhantes, uma da prefeitura e outra do Ministério Público, foram apresentadas à Justiça, buscando garantir a manutenção dos serviços essenciais durante a greve. A juíza de Ribeirão Preto considerou-se incompetente para julgar o caso, encaminhando-o ao Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão de sábado, que mantinha os serviços essenciais, continua válida, porém de forma liminar, enquanto o TJ-SP analisa o mérito da questão.
Protesto e Interdições
Enquanto a situação judicial se desenrola, grevistas se concentram em frente ao centro administrativo municipal, na Rua América Brasileense, interrompendo o cruzamento com a Rua Álvares Cabral. A Transerp interditou outros dois cruzamentos importantes (Rua América Brasileense com Rua Amador Bueno e Rua América Brasileense com Rua Saldanha Marinho), permitindo apenas o acesso local a comerciantes e moradores. As ruas Álvares Cabral, Amador Bueno e Saldanha Marinho permanecem abertas ao tráfego.
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Desfecho e Negociações
A prefeitura mantém a liminar que garante a operação de 100% dos serviços essenciais, sob pena de multa diária de R$ 100.000,00 em caso de descumprimento. O sindicato, por sua vez, afirma manter os 30% dos serviços essenciais determinados por lei e aguarda a decisão do TJ-SP. A greve permanece, com os servidores reivindicando um reajuste salarial de 16%, aumento no vale-alimentação e uma bonificação de R$ 600. A prefeitura ofereceu 6%, proposta rejeitada em assembleia. A situação segue indefinida, aguardando a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.



