Apenas 42.524 candidatos, o equivalente a 8,65%, são da etnia, segundo TSE
Um levantamento do DivulgaCand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela um panorama da representatividade racial nas eleições brasileiras. Os dados, que passaram a ser coletados de forma sistemática a partir de 2014, oferecem insights importantes sobre a diversidade étnico-racial dos candidatos.
A Representatividade Negra nas Eleições de 2016
Em 2016, apenas 8,65% dos candidatos em todo o Brasil se autodeclararam negros, o que corresponde a 42.524 pessoas. Em Ribeirão Preto, esse índice sobe para 11,15%. A maioria dos candidatos, cerca de 51% (253.122), se declararam brancos, enquanto 39,10% (192.292) se identificaram como pardos.
Disparidades Regionais na Autodeclaração
A distribuição de candidatos autodeclarados negros varia significativamente entre os estados. A Bahia lidera com 15,66%, seguida pelo Rio de Janeiro (14,34%) e Maranhão (11,79%). Em contrapartida, Santa Catarina (2,74%), Amazonas (4,06%) e Ceará (4,86%) apresentam os menores percentuais.
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A Importância da Autodeclaração
A obrigatoriedade da autodeclaração de cor ou raça pelos candidatos, implementada em 2014 por resolução do TSE, representou um avanço crucial. Antes, o TSE não possuía estatísticas sobre o número de negros na política brasileira. A inclusão da autodeclaração, já utilizada pelo IBGE no Censo e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), permite um acompanhamento mais preciso da representatividade racial.
Espera-se que essa iniciativa possibilite que partidos, coligações e candidatos promovam uma maior inclusão de negros e mulheres no cenário político, conforme apurado por Eloisa Zarou para a CBN Ribeirão.



