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Nesse calorão a criança gosta de pular na piscina, não é mesmo? Mas como prevenir afogamentos?

Arthur Dias Rezende, proprietário de academia de natação infantil, traz dicas importantes para os pais
Nesse calorão a criança gosta de
Arthur Dias Rezende, proprietário de academia de natação infantil, traz dicas importantes para os pais

Arthur Dias Rezende, proprietário de academia de natação infantil, traz dicas importantes para os pais

Com a chegada do feriado de Carnaval e o aumento das temperaturas, Nesse calorão a criança gosta de, cresce a preocupação com a segurança das crianças em ambientes aquáticos. Arthur Dias Resende, palestrante educativo esportivo e ex-atleta profissional, que também administra uma academia de natação infantil, destacou a importância da prevenção para evitar afogamentos.

Dados sobre afogamento infantil

Segundo Arthur, o afogamento é a principal causa de morte em crianças de 1 a 4 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que cerca de 250 mil pessoas morrem anualmente por afogamento, sendo quase 82 mil crianças entre 1 e 14 anos. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasla) informa que a cada 90 minutos um brasileiro morre afogado, totalizando 15 mortes diárias, das quais quatro são crianças.

Principais fatores de risco: Setenta por cento dos afogamentos ocorrem em rios e represas, locais que geralmente não possuem barreiras de proteção. A falta de supervisão adequada por parte de um adulto é apontada como a principal causa dos acidentes. Arthur enfatiza que a vigilância constante, sem distrações como o uso do celular, é fundamental para garantir a segurança das crianças.

Medidas de prevenção recomendadas: Entre as recomendações estão a realização de aulas de natação, que ajudam a reduzir a curiosidade das crianças em relação à água, mas não eliminam o risco de afogamento. É essencial que as crianças nunca entrem sozinhas na piscina e que os responsáveis conversem regularmente com elas sobre os perigos da água, incluindo orientações sobre o uso seguro de piscinas em casas de amigos. Também é importante verificar a presença e a condição de barreiras físicas, a localização e o estado dos ralos de sucção, além da profundidade da piscina.

Responsabilidade dos adultos: Arthur destaca que, mesmo em locais com salva-vidas, a responsabilidade pela segurança da criança é dos pais ou responsáveis. Ele recomenda que o adulto designado como “observador aquático” mantenha atenção constante, evitando distrações para prevenir acidentes.

Entenda melhor

O afogamento infantil pode ser prevenido com medidas simples de supervisão, educação e segurança física dos ambientes aquáticos. A conscientização dos pais e cuidadores é fundamental para reduzir os índices de acidentes e salvar vidas.

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